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Lifal agoniza em meio � crise financeira

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Por definição, remédio é o produto usado na cura. Mas se o alagoano depender dos produzidos no Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), vai continuar doente. É que ao longo de nove gestões, desvios e denúncias de superfaturamento, a herança deixada inclui uma dívida de 90 milhões, problemas administrativos, deficiência na estrutura e dezenas de processos trabalhistas. Há duas semanas a última linha de produção foi encerrada. Para piorar, desde agosto os remédios Tacrolimus e Clozapina, responsáveis por 88% de sua receita, foram recolhidos do mercado por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O motivo: estavam com os registros vencidos. Para continuar no mercado necessitavam ser submetidos a análises de bioequivalência, para terem a ação de seus princípios ativos confirmada. Linha de produção foi paralisada A Gazeta esteve no Lifal e constatou que a unidade está praticamente parada. Acompanhada pelo diretor-presidente, o economista Keylle Lima, foi conhecer parte da estrutura. Com o apoio de outros dirigentes do laboratório, ele abriu as portas do ?coração? do setor produtivo da unidade. Foi o próprio Keylle que revelou que desde o início do mês a linha de produção parou. No laboratório de físico-química apenas alguns laboratorialistas faziam manutenção. Os lotes do remédio Indinavir, um dos integrantes do coquetel usado por pacientes portadores do HIV, já foram encaminhados para o Ministério da Saúde. A expectativa é receber pelo pagamento desta produção, articular os investimentos e retomar os trabalhos. ?Fizemos questão de cumprir todos os prazos e os medicamentos, inclusive, já foram enviados para o MS?, garantiu Keylle. Direção tenta recuperar laboratório Os esforços para recuperar a estrutura adoecida estão em curso, mas conforme o diretor-presidente, Keylle Lima, o projeto total de recuperação pode chegar a até oito anos e consumir um investimento de R$ 15 a R$ 20 milhões. Para justificar sua impressão ele lembra que trabalho semelhante aconteceu no laboratório do Estado de Pernambuco, que hoje opera e dá lucro. ?Com isso poderemos investir na estrutura, em pessoal e principalmente na aquisição de novos equipamentos. Somente assim conseguiremos voltar a ser competitivos. Quanto ao tempo, acredito que isso será possível em até oito anos?, definiu Keylle.

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