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Pres�dios em situa��o de calamidade

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Uma comissão do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) visitou três unidades prisionais de Alagoas para verificar as condições de trabalho e o tratamento dado à população carcerária. O relatório, apresentado ontem pela manhã, na Escola Superior da Magistratura (Esmal), mostra que o Presídio Baldomero Cavalcanti, a Casa de Detenção de Maceió e o Presídio Feminino Santa Luzia enfrentam problemas históricos do sistema prisional brasileiro, como superlotação e falta de higiene, mas numa escala que impressionou a equipe do Ministério da Justiça. ?Mesmo para um Estado com cerca de três milhões de habitantes, uma população carcerária pouco superior a 2.200 pessoas é um número muito baixo, que poderia ser tratado com mais respeito aos direitos humanos. No Brasil inteiro a situação do sistema prisional é precária, mas o quadro negativo de Alagoas é de causar impacto?, afirmou o presidente do CNPCP, Geder Luiz Rocha Gomes. Condições de trabalho preocupam No Presídio Santa Luiza, que tem 74 vagas e abriga 111 detentas, a comissão do CNPCP ouviu três reclamações. A primeira é referente à burocracia. Os filhos menores somente podem visitar as mães acompanhados de um adulto que possua a guarda oficializada junto ao juizado, e muita gente não tem instrução suficiente para procurar a Justiça. A segunda é sobre a proibição da entrada no local com alimentos. Assim, crianças ficam com fome durante todo o horário de visitas. A terceira reivindicação tem a ver com a liberação das visitas íntimas. A conselheira Gisela Bester também falou sobre a precariedade da infraestrutura nos presídios alagoanos e sobre as condições de trabalho dos agentes penitenciários. Ela recebeu denúncias de que há quem pague do próprio bolso para fazer cursos de aperfeiçoamento.

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