Cidades
Projeto recicla �leo utilizado na cozinha
Cozinhar é uma tarefa diária na maioria dos lares, bares e restaurantes. O uso do óleo como ingrediente para quase todos os pratos é comum. Mas para onde vai o óleo depois de utilizado? A resposta, infelizmente, na maioria dos casos, é para a rede de esgoto ou até mesmo para o meio ambiente, onde acaba contaminando córregos, riachos e rios. Um litro do produto contamina até um milhão de litros de água. Para mudar essa realidade, começou a vigorar, em Maceió, o projeto Papa Óleo, articulado na capital pela recém-empossada presidência da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A proposta visa recolher o óleo saturado, depois de sua vida útil para a cozinha. A partir daí, ao invés de ser lançado na rede de esgoto ou na natureza, ele é recolhido e repassado para uma empresa coletora, que o revende a produtoras de sabão em pedra ou em pó. Iniciativa da Abrasel fomenta cadeia econômica No material explicativo sobre o projeto Papa Óleo é mostrado o percurso do óleo ao ser despejado na natureza. Antes da poluição de rios e mares, ainda na tubulação, ele causa transtornos. O principal é o entupimento, porque o óleo quando resfria costuma formar uma crosta que segura outras impurezas. O empresário Júnior Brandão lembra que por trás do recolhimento do óleo existe toda uma cadeia econômica que consegue se manter e gerar renda a partir do que era descartado. A meta é concluir 2010 com 100 filiados à entidade e em 2011 dobrar esse número, com a adesão de mais 100 filiados. Os interessados em saber detalhes de como aderir ao projeto devem ligar para 3357-7141 ou enviar e-mail para [email protected]. O projeto Papa Óleo é uma realização da Abrasel, em parceria com o Sebrae e o Ministério do Turismo. Causa conta com ajuda de incentivadores O técnico coletor de óleo Tiago Siqueira trabalha para a RCW, empresa com sede em Aracaju e que se intitula a pioneira no mercado; atua desde 2004 na coleta de óleo saturado. Tiago conta que para chegar à coleta de 5 mil litros, em Maceió, foi um trabalho intenso. ?Estou aqui há quatro anos?, revelou Tiago. Com um auxiliar, ele percorre os pontos preestabelecidos e recolhe o produto. O óleo é armazenado em ?bombonas? e segue para a sede da empresa em Maceió, no Tabuleiro do Martins. Lá fica armazenado em tanques até o dia do transporte. ?Uma vez por semana o caminhão-tanque leva tudo para Aracaju. É lá que acontece o repasse para as empresas que fabricam sabão?, detalhou Tiago. Ele garante que o sabão que é produzido tem qualidade. As pedras ou sacos em pó têm boa aceitação no mercado. ?São marcas conhecidas, que muita gente já usa?, observou Tiago.