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Superbact�ria j� assusta pacientes em Alagoas

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A superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase, que vem se popularizando pela sigla KPC, é o mais novo ?fantasma? a assombrar a saúde da população. A confirmação, pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, nosso vizinho, da primeira morte, dia 27 de outubro, de uma paciente infectada por KPC, ?acendeu a luz amarela? em Alagoas. Por aqui, ?graças a Deus?, como disse a coordenadora estadual de Prevenção e Controle de Infecção da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), enfermeira Cássia Glauciene Sales, não há registros de pessoas infectadas. Mas é preciso adotar medidas preventivas urgentes, pois de mão em mão a superbactéria pode chegar aqui. Em Pernambuco, a primeira vítima foi uma mulher, de 57 anos, que estava internada num hospital particular onde não havia qualquer registro da KPC. Até então, os registros e mortes tinham sido em Minas Gerais e São Paulo. Mas, no Nordeste, já foram registrados casos na Paraíba e em Sergipe. Uso indevido de antibióticos agrava proliferação A mulher que morreu em Pernambuco estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 7 de setembro. Ela sofria da síndrome de Cushing (doença metabólica causada pelo excesso do hormônio cortisol no sangue), hipertensão crônica e diabetes. Não ficou definido, com precisão, até que ponto a superbactéria teve influência no óbito, pois o estado de saúde da paciente era muito grave. As autoridades têm ressaltado que a debilidade física traz consigo maior risco de contaminação pela KPC. A bactéria ataca geralmente pessoas com um quadro de saúde complicado, agravado por alguma doença. As vítimas preferidas são pessoas gravemente feridas, ou que estão internadas em UTIs, submetidas a vários procedimentos de caráter invasivo. Contaminação teve início no ano de 2003 O histórico da KPC, que já matou uma pessoa em Pernambuco, uma no Paraná, 18 no Distrito Federal e infectou mais 22 em quatro Estados brasileiros, começa em 2003, nos Estados Unidos. Tendo sobrevivido com graves ferimentos, no Iraque, soldados americanos tiveram de enfrentar um inimigo ainda mais poderoso ao voltarem para casa. Depois do excesso de antibióticos que tomaram, aliado ao estado debilitado devido a inúmeras cirurgias, os combatentes americanos se tornaram um ?campo fértil? para bactérias como a KPC. Informações da revista Veja (http://veja.abril.com.br/noticia/saude/) revelam que, ?no caso americano, a responsável foi a Acinetobacter baumannii, que contaminou 700 soldados, entre 2003 e 2007?. No Brasil, o perigo é a KPC. Ainda com informações da revista, KPC é a abreviatura de Klebsiella pneumoniae carbapenemase. A Klebsiella, uma bactéria antes comum, passou a produzir uma enzima (carbapenemase) capaz de anular medicamentos como penicilina, cefalosporinas e as carbapenemas.

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