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Vagas a priorit�rios s�o desrespeitadas

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A conquista de espaços e reconhecimento social é a principal luta dos portadores de necessidades especiais e idosos. Pode parecer algo sem importância se você está em pleno gozo de sua saúde. Mas para quem tem problemas de locomoção, parar o veículo próximo à entrada dos estabelecimentos comerciais e logradouros públicos é um direito. Tanto que a antiga reivindicação, agora, é lei. Pena que nem todos os estabelecimentos seguem o que está escrito e, quando o fazem, encontram cidadãos que não respeitam os outros. Conforme a Resolução 303 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as pessoas acima de 60 anos, guiando ou sendo transportadas, têm direito a 5% das vagas nos estacionamentos. A medida surgiu em consonância com a Lei Federal nº 10.741, de 1º outubro de 2003. Fiscalização não é feita de forma satisfatória A repercussão da medida é reconhecida pelo presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), Luiz Carlos Santana. Ainda assim, ele cobra fiscalização por parte do órgão. Na condição de cadeirante, devidamente cadastrado, já enfrentou situações constrangedoras. ?No caso das vagas para deficientes, há um espaço um pouco maior entre um veículo e outro. Isso é justamente para que o cadeirante possa sair e entrar do veículo. Mas eu mesmo já tive de esperar um proprietário chegar porque ele ocupou exatamente este espaço?, contou o presidente da Adefal. Luiz Carlos lembrou que para os estabelecimentos se adequarem foi necessária uma ação junto ao Ministério Público Estadual (MPE). ?Quando cobramos isso é que foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)?, destacou Luiz. Beneficiados interessados precisam se cadastrar na SMTT Nas ruas a adoção das medidas ainda precisa de maior divulgação. A Gazeta encontrou apenas um usuário das vagas especiais cadastrado. Trata-se do aposentado Maurício José de Lima, 64 anos. Independente, ele conta que dirige há 41 anos e nunca sofreu um acidente. Agora, por causa da idade, vem ?tirando o pé do acelerador?, mas não abre mão de seus direitos. ?Sigo tudo o que diz a norma. Ando com a credencial colada no painel do carro. Não a empresto a ninguém e sou de brigar pelo meu lugar, caso seja necessário. Graças a Deus, até agora, quando chego nos lugares, tenho dado sorte?, comentou Maurício de Lima.

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