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Destino do chorume � questionado

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Todos os dias, o aterro sanitário de Maceió envia uma média de dez caminhões carregados de chorume para o emissário submarino. A remessa cujo destino final é o mar equivale a cem metros cúbicos do líquido escorrido pelo apodrecimento do lixo, que tem alto poder de contaminação. O Conselho Estadual de Proteção do Meio Ambiente (Cepram) determinou, ontem, a reunião de uma comissão, em caráter de urgência, para questionar a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) sobre esta prática, que faz parte da rotina do aterro. O problema foi alertado pelo conselheiro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Márcio Barbosa, após flagrar um caminhão-tanque com o líquido tóxico, que inclusive contém metais pesados. Aterro sanitário pode ser notificado Já quanto à necessidade de análise em laboratório do material, o assessor da Slum afirmou que é impossível fazer os exames de todas as cargas de dez caminhões por dia. Após ser pressionado por ter supostamente levado uma denúncia à imprensa ao invés de simplesmente perguntar à Slum o que acontecia, o professor frisou que decidiu levar o questionamento ao Cepram, mas tinha negado-se a dar entrevistas até que as respostas chegassem ao conselho. ?Se isso existir (os licenciamentos e os exames), vamos autorizar esta emissão, mas me permitam a dúvida. Tudo isso que foi falado aqui (pela Slum) tem de ser comprovado tecnicamente, por meio de análises laboratoriais de cada carregamento?, arrematou Márcio Barbosa.

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