Cidades
Produtos chineses invadem Alagoas
O mundo teme uma guerra cambial, disfarçada na sombra do gigante chinês que não para de crescer. Enquanto os principais líderes do planeta discutiam o problema na reunião do G20 (o grupo dos vinte países mais ricos) esta semana, em Seul, um olhar mais singelo pode perceber os reflexos da nova ordem da economia mundial nas bancas de camelô do calçadão do comércio de Maceió. A invasão dos produtos chineses, fabricados com mão de obra mal remunerada, baratos e de qualidade duvidosa, domina a microeconomia do mercado informal. E um agravante: quase todos são contrabandeados. Não têm nota fiscal, deixam o consumidor no prejuízo, quebram a concorrência que paga impostos e afetam a arrecadação tributária do País. Receita Federal combate a importação A Receita Federal está priorizando o combate à importação ilegal de produtos chineses e lança um alerta: quem compra é conivente com o crime e pode responder como facilitador do descaminho ou mesmo do contrabando. Mas os alvos da Receita não são os compradores nem camelôs, as operações de fiscalização realizadas em parceria com a Polícia Federal focam nas apreensões em grandes depósitos de mercadorias. ?Estamos preocupados sobremaneira com essa praga de produtos importados ilegalmente, são feitas grandes apreensões, mas daí a pouco eles estão de volta. É prejudicial à União, à Fazenda Nacional, enseja a sonegação, não pagam os impostos de importação, nem tributos como o Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e repassam para os camelôs, que sonegam também?, afirma Leopoldo Neto, chefe da Seção Aduaneira da Receita em Alagoas.