Cidades
Obst�culos atrasam andamento de obra
A chegada da primeira composição, prevista para o próximo domingo, dia 28, somada à demolição de vários imóveis na Feira do Passarinho, na Levada, indicam que o Veículo Leve sobre Trilhos, o polêmico VLT, será mesmo realidade em Maceió. Tema do debate entre adversários na eleição de outubro último, o VLT viaja lentamente, mas vai se transformar em realidade. A questão é descobrir quando. O prazo para conclusão da primeira etapa do projeto, financiado pelo governo Federal por meio do Ministério das Cidades, é a principal dificuldade da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), cuja unidade em Maceió é responsável pela obra. Em maio do ano passado, quando esteve aqui, o ministro Márcio Fortes anunciou investimento R$171,8 milhões e a previsão de que o projeto do VLT estaria pronto em 2012. ?A feira não acaba, muda de endereço?, diz presidente O secretário Mozart Amaral ressalta que a remoção dos feirantes se trata de ação que incide sobre pessoas com uma atividade de sobrevivência, que não podem simplesmente serem notificadas de que terão que deixar o espaço que ocupam há anos. Mozart faz essa observação ao lado do presidente da Associação de Comerciantes e Ambulantes da Feira do Passarinho, Jailson Falcon. ?A feira não acaba, muda de endereço?, diz o presidente, que tem ajudado a prefeitura a convencer os que estão no caminho do VLT a saírem pacificamente. A expectativa desse pessoal, acrescenta Falcon, é que o espaço da antiga Ceasa se transforme no ?Shopping Feira do Passarinho?. A alusão à feira, explica ele, tem como objetivo manter a tradição entre os consumidores que há décadas frequentam aquele logradouro. Usuários de trem esperam conclusão de projeto A expectativa é que a CBTU de Maceió coloque em funcionamento 24 carros que transportarão 40 mil passageiros diariamente. O drama da população que utiliza hoje os trens urbanos é esperar que o projeto esteja pronto para funcionar. Pela manifestação que realizaram na última quinta-feira, 18, cobrando o retorno do trem no trecho entre Maceió e a localidade Lourenço de Albuquerque, no município de Rio Largo, os passageiros revelam baixíssimo nível de paciência com o atraso no cronograma. Moradores, estudantes e trabalhadores que residem em Rio Largo fizeram um protesto na Estação Ferroviária Central, em Maceió, cobrando a recuperação da malha ferroviária destruída pela enchente que atingiu a cidade em junho último. Os usuários do serviço estão sendo espremidos pelos gastos com passagens de ônibus, nove vezes mais caras que o preço da viagem de trem. Trem percorre 32 quilômetros de ferrorias O trem atual ? que faz o trajeto entre os municípios de Maceió e Rio Largo ? segue por 32 quilômetros de pouca sinalização. Para chamar a atenção de pedestres e veículos que encontra pelo caminho, o maquinista tem que recorrer ao tradicional apito. Não há cancelas ou sinais sonoros nos cruzamentos e o resultado é a ocorrência de acidentes no percurso, envolvendo principalmente veículos. Segundo informações da CBTU, seus trens de ferro transportam hoje cerca de 6.500 pessoas todos os dias. Quando o VLT estiver circulando, a expectativa é transportar cerca de 40 mil usuários.