Cidades
Ver�o impulsiona neg�cios em Macei�
A ?temperatura? do consumo de produtos associados ao verão já se mostra elevadíssima em diversos estabelecimentos da capital onde público busca refúgio, para suportar as adversidades do verão, ingerindo a tradicional água de coco, chupando um picolé, tomando sorvete ou então refrescando o organismo com aquele delicioso suco de fruta natural. ?Quando começa o verão, nossa perspectiva de faturamento triplica?, explica Juliana Normande, empresária que já se consolidou em Maceió, vendendo mais de 100 tipos de sucos para dois públicos: os turistas que superlotam os hotéis na orla de Pajuçara e os nativos que frequentam a filial da empresa, na Avenida Amélia Rosa. Faz três anos que a empresária festeja o sucesso nas vendas de produtos associados ao verão, período em que sua clientela cresce e contribui para a elevação do faturamento de seu negócio, centrado em sucos feitos com frutas da estação. A empresária não utiliza polpa de frutas e cobra a partir de R$ 4,90 pelo copo de suco. Crescimento da demanda exige novas contratações É simples em qualquer ponto do território nacional. Basta a temperatura subir para o consumo de picolés e sorvetes crescer também. Não seria diferente em Alagoas. A empresa líder do setor prevê crescimento de 50% dos pontos de distribuição de seus produtos, atingindo os 1.600 durante o alge do nosso verão. ?Quando chega o verão, nossas vendas e nosso faturamento dobram?, confirma o empresário Alberto Cabus, diretor da principal fabricante de picolés e sorvetes de Alagoas. O negócio cresce não apenas por causa da estação, mas também devido à qualidade de seus diversos produtos. A empresa, que detinha liderança de mercado com as classes A e B, também avançou entre consumidores menos abastados, estes beneficiados pelas transferência de renda do governo federal. ?Atualmente, detemos 54% do mercado alagoano de picolés e sorvetes?, diz Cabus. Meteorologista prevê trovoadas O verão de muito calor também terá trovoadas, chuvas intensas, relâmpagos e muitas descargas elétricas, além das tradicionais rajadas de vento. Eis o que prevê para os próximos três meses o meteorologista Luiz Carlos Molion, do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió. O cientista baseia suas informações na chamada ?previsão por similaridade?, em que são levados em consideração períodos anteriores onde a temperatura dos oceanos seja semelhante aos dias atuais. No caso em questão, Molion diz que, entre 1947 e 1976, a temperatura parecia com a atual. ?Os dados registrados indicam resfriamento dos oceanos, de onde vêm as correntes marítimas que interferem na temperatura do clima global. Até maio, as águas estava muito quentes, assemelhando-se a um período da década 1970 em que houve muitas chuvas e trovoadas. É o que deve acontecer esta ano?, informa Molion.