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Esgotos continuam poluindo praias

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Para quem mora na cidade, a visão já é frequente e até parece uma situação sem maiores consequências. Várias pessoas desfrutam das principais praias do Estado tendo ao lado algo bastante desagradável: enormes buracos jorrando uma água tão escura que chega a contrastar com a palidez da areia. São as ?línguas negras? que, por intermédio das bocas de lobo, despejam no oceano a água servida de vários edifícios comerciais e residenciais da orla de Maceió, se transformando em verdadeiros esgotos a céu aberto. Porém, as chamadas ?línguas? são apenas uma consequência. A água suja vista desaguando no mar é resultado de uma série de ligações clandestinas feitas à rede de captação de águas pluviais pelos prédios localizados nos bairros da orla marítima. Essas redes ilegais são responsáveis pela formação desses córregos e recebem as águas que saem das piscinas e as usadas na lavagem de pilotis. Turistas têm medo de entrar no mar Há anos a cidade sofre com os esgotos que são despejados no Riacho Salgadinho, principalmente da comunidade do Vale do Reginaldo, que seguem para a Praia da Avenida. No início do ano, a prefeitura divulgou que, até o ano de 2012, o riacho estaria despoluído, em razão dos R$ 60 milhões recebidos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que deverão ser empregados nas áreas de drenagem, pavimentação, esgotamento sanitário e abastecimento d?água, que fazem parte das obras do Eixo Viário do Vale do Reginaldo. ?O mau cheiro que o riacho exala é terrível, nós temos que manter a porta da recepção fechada. É inadmissível que nada ainda tenha sido feito?, desabafa Conceição Souza, escrivã da 29ª Vara Agrária, que fica em frente ao riacho.

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