Cidades
Risco de epidemia preocupa autoridades
Apesar da despreocupação de toda população, a saúde pública em Alagoas está em risco. Há reais possibilidades de o Estado enfrentar uma nova epidemia de dengue, inclusive com a ameaça de aumento do número de mortes, risco que sobe ainda mais se chegar por aqui o tipo 4 da doença. A razão desse quadro alarmante é a presença do transmissor da dengue, o famigerado mosquito Aedes aegypti,em 100% dos municípios alagoanos. Aqui há circulação dos sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3. O Ministério e a Secretaria Estadual de Saúde confirmam que o quadro de Alagoas em relação à dengue é de alerta. Tanto que Maceió entrou na lista de capitais com destaque no Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, do Ministério da Saúde (MS). Esse levantamento permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município. Alagoas tem 53 mil casos suspeitos Os dados oficiais mostram que de janeiro até a última semana de novembro foram noticiados 53 mil casos suspeitos de dengue em Alagoas. Em 2009 esse número chegou a 5.567 casos. Do total de notificações em 2010, os órgãos de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmaram 33 mil casos, enquanto 15 mil continuam sendo investigados e 5 mil foram descartados. O gerente de Agravos não Transmissíveis da Sesau, Charles Nunes, disse ainda que dos casos confirmados ? identificados, além de Maceió, em Arapiraca, Palmeira dos Indios, Santana do Ipanema e Rio Largo ?, 582 foram do tipo grave da doença, resultando em 20 mortes. Em Maceió, em 2010, foram registrados 19.419 casos, número que corresponde a um crescimento de 476% em relação ao ano de 2009. Do total de casos, 46 foram considerados graves e sete pessoas morreram por complicações provocadas pela doença. Sesau garante ter plano de contingência As ações estão sendo planejadas e executadas com o objetivo de evitar uma epidemia ou, se ela ocorrer, que possa ser controlada de forma eficiente. Em síntese é o que garante o gerente de Agravos não Transmissíveis da Sesau, Charles Nunes. Ele admite que há uma preocupação maior este ano, especialmente agora no verão, período de alta temporada turística. O estação traz para cá um grande número de pessoas, numa circulação intensa, podendo, naturalmente, viabilizar a vinda de um novo sorotipo do vírus. ?Para enfrentar essa situação estamos reforçando a vigilância epidemiológica, adotando medidas de controle e bloqueio e criando condições para que as unidades possam atender a população?, assegura Nunes.