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Exig�ncia de receitas divide opini�es

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Desde o dia 28 de novembro último está em vigor resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelecendo a exigência de receita médica para a venda de antibióticos. As farmácias e drogarias de todo o País estão informadas de que nenhum dos 93 antibióticos registrados podem ser comercializados sem prescrição do especialista. A medida foi recebida com entusiasmo pela classe médica, que vê na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44/2010 um instrumento protetor da saúde da população. Mas, ao mesmo tempo em que combate a automedicação, a medida pode representar risco à saúde dessa mesma população. É que o acesso ao médico tem se tornado cada vez mais difícil na rede pública. A atenção básica em Alagoas, tanto por meio do Programa de Saúde da Família (PSF) quanto pelo SUS, não funciona na medida das necessidades daqueles que não têm plano privado de saúde. Superbactéria KPC acelerou mudança A norma para comercialização de antibióticos já era uma reivindicação dos profissionais da saúde, diante dos danos da automedicação. Mas normas de controle saíram do papel com o surgimento da Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), chamada superbactéria. Embora as autoridades de saúde garantam que o ?monstro? ainda não chegou a Alagoas, o médico Wellington Galvão afirma o contrário. Segundo ele, há registro de vários casos de pacientes vítimas da KPC nos hospitais das redes pública e privada. A situação ainda não chamou a atenção por não ter havido óbito, já que, conforme as condições de saúde do paciente, a infecção pode ser tratada com... antibióticos. Já em Pernambuco, nosso vizinho, até o último dia 2, haviam sido confirmadas cinco mortes por KPC. A bactéria é considerada uma ?bomba-relógio? pelas mortes que já provocou. Farmácias se adequam à resolução Mesmo com a resolução em vigor, em Maceió ainda é possível ?dar um jeitinho? e comprar antibióticos sem atender à exigência da Anvisa. Os balconistas cujos estabelecimentos descumprem a norma do órgão nacional de vigilância sanitária alegam que, nesse início de vigência, a fase é de orientação ao consumidor. Somente a partir de abril próximo a venda estará totalmente proibida, prometem. Mas estes são excessões, pois a maioria dos estabelecimentos, principalmente das grandes redes de drogarias, está cumprindo a norma e não vende o medicamento sem a prescrição do médico. ?Toda mudança exige um tempo para ser compreendida, mas estamos informados da resolução e cumprindo a exigência da Anvisa?, garante o presidente do Sincofarma/AL, José Antonio Vieira.

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