Cidades
Alagoas � l�der em mortes por diabetes
Uma boa notícia revelada no relatório Saúde Brasil 2009, divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), é que as doenças crônicas não transmissíveis ? cardiovasculares, respiratórias crônicas, neoplasias e diabetes ?, estão matando menos brasileiros. De 1996 a 2007, a queda nos óbitos causados por este grupo, que representa 67% das mortes no País, foi de 17%. A má notícia é que a mortalidade causada pelo diabetes mellitus, ao contrário das outras doenças do mesmo grupo, cresceu 10%. E de acordo com os dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Alagoas lidera o ranking nacional de óbitos por diabetes, com uma média de 56 mortes para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a média é de 33 por 100 mil habitantes. Os números são referentes a 2007. Festas de fim de ano exigem cautela Ser diabético deixou de ser a senha de entrada para uma vida sem sabor, por causa das severas restrições alimentares. A nutricionista Yanna Mafra diz que há muitas opções de alimentação, principalmente depois do surgimento dos produtos diets. Dá até para comer sobremesa depois das refeições. ?O paciente não precisa se privar das coisas gostosas da vida. Basta se informar direito, porque há uma gama muito grande de produtos saborosos, é só saber buscar e selecionar?, explica. Cereais brancos, como o arroz, farinha e pão, por exemplo, estão descartados. Eles possuem carboidratos de difícil digestão. As refeições devem ser feitas seis vezes ao dia. O objetivo é evitar a hipoglicemia, ou seja, baixos níveis de glicose no organismo, o que pode levar o paciente à morte. Em época de Natal e festas de ano-novo, a tentação é grande. Queijos e molhos regados a creme de leite fazem parte do cardápio das ceias familiares. O gosto é bom, mas o teor calórico pode ser fatal. Educação alimentar previne doença Não é segredo que uma boa alimentação contribui para uma vida mais saudável. A Gazeta de Alagoas percorreu a praça de alimentação de um shopping center na capital, onde estão concentradas grandes redes de fast-food, para conferir como o maceioense está se alimentando. O comerciante Marivaldo da Rocha Bastos, 55, é adepto das saladas e dos grelhados. Ele tem histórico de obesidade e diabetes na família, o que é mais um motivo para se preocupar com a saúde. ?Minha atividade me proporciona uma vida estressante. A maior porta de entrada das doenças é uma vida cheia de preocupações. Se eu não me cuidar, eu viro um paciente de alto risco?, afirma. A diabetes e a hipertensão estão entre os seus maiores medos.