Cidades
Donativos eram imprest�veis, diz oficial
Mais de uma semana após o incêndio do galpão em Jaraguá, a Defesa Civil surge com uma nova informação: cerca de 80% das vinte toneladas de roupas doadas para desabrigados da cheia de junho estariam imprestáveis, não teriam condições de uso. Como tudo ficou queimado, será difícil comprovar (ou negar) esta alegação apresentada ontem à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público (MP). Em depoimento prestado ao promotor Flávio Gomes, o secretário executivo da Defesa Civil, tenente-coronel Denildson Cruz, afirmou que o órgão não considerou viável fazer a triagem dos donativos para a entrega. ?Não era prioridade, era injustificável pagar pessoas (para separar o material ruim do bom). Não conseguimos fazer uma triagem eficiente por causa da falta de efetivo e da quantidade volumosa de doações?, declarou. Defesa Civil culpa prefeituras pelas doações suspensas A Defesa Civil voltou a culpar as prefeituras pela suspensão da entrega dos donativos, alegando que tinha encaminhado documentos para os 19 municípios em estado de calamidade ou emergência oferecendo o material. Segundo Cruz, os representantes de prefeituras e de secretarias municipais informavam por telefone que não tinham interesse em receber as roupas. ?Os municípios diziam que já tinham recebido muitas roupas e não havia mais onde armazená-las, bem como os desabrigados, pelo fato de terem perdido tudo, inclusive móveis, não tinham mais onde deixá-las?, explicou Denildson Cruz. Os bombeiros entregaram ao promotor Flávio Gomes uma resma de ofícios com os documentos encaminhados aos municípios. ?Apenas dois nos responderam que precisavam: Cajueiro e Capela?.