Cidades
Comerciantes temem incerteza quanto � data de transfer�ncia
Nem lá, nem cá. É como ficaram os 394 comerciantes que ?cresceram? negociando e prestando serviços às margens dos trilhos na Feira do Passarinho. Com a demolição das barracas e a perspectiva de serem transferidos para a antiga Ceasa, muitos ficaram no meio do caminho. A promessa era de mudança em dezembro e, agora, pode ocorrer até a próxima semana. Quem insiste em trabalhar passa horas em barracas improvisadas à espera de clientes. Essa tem sido a rotina do barbeiro José Cícero Laurindo Santos, 39 anos, 11 de feira. Embaixo de uma tenda, sua barraca tem dois metros quadrados. Na tarde de ontem, o calor só não era maior porque ele adaptou dois ventiladores para poder cortar cabelos. ?Já não sabemos mais detalhes sobre quando vamos sair. As datas de transferência não foram cumpridas. Enquanto isso, sigo trabalhando porque não tenho outra opção.