Cidades
Pais enfrentam fila para matricular filhos
Após deixar a panela de feijão no fogo, a dona de casa Vera Lúcia foi marcar presença na fila para matrícula do filho na Escola Antídio Vieira, no Trapiche. ?Estou nessa espera há cinco dias e já tem umas quinze pessoas na minha frente?. Vai ter que aguardar mais duas semanas, debaixo de sol ou chuva, no calor do dia e no relento da noite. Para se sentar diante de um funcionário da secretaria da escola, só no próximo dia 24 de janeiro. ?Tenho fé em Deus que esse ano vou conseguir uma vaga para o meu filho estudar?, desabafou dona Vera. No ano passado, ela enfrentou o mesmo drama, passou cinco dias na fila, mas não conseguiu a matrícula. ?No dia da matrícula, teve muita complicação e um bocado de gente furou fila?, lamenta a mulher, que peleja para que o filho de 18 anos ingresse no 6º ano do ensino fundamental. Este ano, ela vai ficar vinte dias na fila. Começa caça a materiais escolares | MARCOS RODRIGUES - Repórter Todo o início de ano é sempre a mesma coisa. Pais apressados com listas nas mãos e uma preocupação na cabeça: garantir o material escolar dos filhos. Só que nem todos vão às ruas conscientes que devem pesquisar preços e exigir das escolas a exclusão dos itens que não são de uso pedagógico. No quesito preço, a diferença pode superar os 50%, de um loja para outra. Produtos e artigos escolares, muitas vezes com a mesma marca, variam de valor sem justificativa. Numa das livrarias percorridas pela reportagem, a enfermeira Melissa Moura buscava o material para o filho Matheus, de 2 anos. Ao lado da mãe, Amélia Moura, revelaram que não estavam muito atentas. ?Só soubemos aqui que a escola não pode exigir marca dos produtos?, disse Amélia, com a aprovação da filha. Feira de livros movimenta o Sesc Poço Se por um lado, no Centro de Maceió, os consumidores não se empenham em economizar, na 21º edição da Feira de Troca e Venda de Livros do Sesc Poço isso é regra. Pais, mães e principalmente os estudantes fazem de tudo para conseguir bons negócios e tirar do orçamento o peso da compra de livros novos. Os usados, em sua maioria muito bem conservados, estão na mira de quem passou para uma nova série. Já as publicações trabalhadas durante o ano anterior são usadas como moedas, numa espécie de ?escambo didático?. Para Vânia Gomes de Araújo, o encontro é a oportunidade de garantir boas compras. ?Este ano, não vou conseguir comprar ou trocar todos os livros de meu filho, porque a escola atualizou a lista. Mas, ainda assim, espero diminuir uns R$ 150 da lista original?, disse Vânia, atenta a quem entrava no ginásio.