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Nº 5717
Cidades

Sindicato vai � Justi�a por reajuste de 38%

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Alagoas vai acionar a Justiça, na próxima semana, para poder obrigar o governo do Estado a estender à categoria o reajuste de 39% concedido aos delegados e procuradores. O pr

Por | Edição do dia 07/09/2002 - Matéria atualizada em 07/09/2002 às 00h00

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Alagoas vai acionar a Justiça, na próxima semana, para poder obrigar o governo do Estado a estender à categoria o reajuste de 39% concedido aos delegados e procuradores. O presidente do Sindicato, Chico Lima, alega que o governador Ronaldo Lessa feriu o princípio de isonomia salarial, vigente na Constituição, ao conceder aumento de salário isoladamente a algumas classes profissionais. Além disso, o movimento unificado dos servidores da saúde está reivindicando o pagamento imediato dos 16% de diferença salarial deixados pela administração do então governador Manoel Gomes de Barros e prometidos, segundo o Sindicato, por Lessa no início do mandato há quase quatro anos. “Não conseguimos entender por que o governo não nos paga o que é de direito. Há dinheiro em caixa. O montante está assegurado desde que o Estado vendeu a Companhia Energética de Alagoas (Ceal)”, reclama Chico Lima. O movimento exige ainda que o governo estadual apresente uma solução imediata para resolver o atraso salarial enfrentado pelos prestadores de serviço da saúde. “Queremos pelo menos o pagamento de cinco das dez folhas em atraso, bem como a liberação do valor correspondente ao 13?º, férias e o adicional de 1/3, em decorrência da vacância”, sustenta o líder sindical, completando que se as exigências não forem atendidas até o dia da eleição, 6 de outubro, não está descartada a possibilidade de greve geral no setor. Ainda dentro das reclamações da classe está o fato de o salário-base dos profissionais da saúde ser de R$ 136,00 e não de R$ 200,00 como rege a Constituição. Por causa disso, Chico Lima afirma que a categoria está com uma defasagem de mais de 50% nos salários, uma vez que todas as vantagens e adicionais que lhes foram concedidos são calculados tendo como base um salário abaixo do mínimo. “Queremos que o governador Ronaldo Lessa cumpra a Constituição. Ele receberá um documento com todas as nossas deliberações. Inclusive, estamos terminado a elaboração da nossa proposta de Cargos e Salários para podermos anexar ao documento. Enquanto isso, permaneceremos em estado de assembléia geral”, finalizou Chico Lima.

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