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Moradores de povoado amea�am quebrar barragem

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Palmeira dos Índios ? O medo que a barragem do Bálsamo venha a estourar aumentou para os moradores do Caldeirão de Baixo, povoado que fica a menos de 500 metros de distância da construção. Desde a chuva da semana passada, várias pessoas afirmam que não conseguem dormir à noite por medo de um novo temporal. ?Se vier outra chuva daquela, a barragem estoura e todo mundo que está aqui vai morrer?, adverte a agricultora Maria da Conceição Berto. Segundo ela, vários meses atrás a comunidade denunciou os problemas na barragem e a prefeitura ficou de enviar um engenheiro para o local. ?Mas não mandaram ninguém, acho que eles estão esperando acontecer uma tragédia para poder fazer alguma coisa. Só que antes disso acontecer, nós é que vamos destruir as comportas da barragem?, declarou a moradora. Prefeitura afirma que não há risco Palmeira dos Índios ? O secretário de Infraestrutura de Palmeira dos Índios, Jesimiel Pinheiro, garante que não há risco de ruptura da barragem do Bálsamo que não há motivos para os moradores se preocuparem. ?Os especialistas que estiveram lá disseram que aquelas ?minações?, cujo nome técnico é filtro de pé, não trazem risco de rompimento?, declarou. Ele explica que esses filtros de pés são comuns àquele tipo de barragem. De acordo com ele, o pequeno volume escoado do paredão é necessário para manter a barragem inteira. ?Não há fissuras, recalques ou deformação na barragem. Portanto, não existem reparos a serem feitos?, declarou. Chuvas destruíram safras de manga e caju do município Palmeira dos Índios ? Segundo informações da coordenação municipal da Defesa Civil, as chuvas da última terça-feira provocaram estragos maiores na zona rural do município do que propriamente dentro da cidade. De acordo com informações preliminares que serão incluídas no relatório de Avaliação de Danos (Avadan), que deve ser concluído nesta segunda, cerca de 80% das safras de caju e manga plantadas por agricultores familiares se perderam. ?O principal responsável pelas perdas foi um vendaval que veio com a chuva daquele dia. Os fortes ventos derrubaram muitas árvores e, naquelas que permaneceram de pé, não sobraram frutos. Dos 300 hectares plantados de caju e 310 hectares de manga, segundo dados do IBGE, estimamos que 80% da produção desses frutos ficou comprometida?, afirmou o coordenador municipal da Defesa Civil, Manoel Alfredo Brandão de Souza.

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