Cidades
Sem-terra ocupam Porto de Macei� durante ato
Trabalhadores rurais ligados a quatro movimentos sociais pela reforma agrária (MST, MLST, CPT e MTL) ocuparam, ontem pela manhã, o Porto de Maceió, e impediram a entrada de caminhões de açúcar e outros veículos, em protesto contra as ações de reintegração de posse que têm sido expedidas pela Justiça, em favor de usineiros, causando, segundo os líderes do movimento, o desalojamento e perda da lavoura de centenas de famílias que viviam e produziam há anos em acampamentos no interior do Estado. Eles denunciam que na última quarta-feira, 75 famílias ligadas ao Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) foram despejadas da Fazenda Jundiaí, no município de Branquinha, onde estavam acampadas desde 2006. ?Cerca de 400 hectares de plantação foi deixada para trás, perdida?, diz Carlos Lima, da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Sindicatos também fazem mobilização | MAIKEL MARQUES - Repórter Representantes de 21 entidades de classe vinculadas à Central Única dos Trabalhares (CUT) uniram-se aos trabalhadores rurais sem-terra, ontem à tarde, e foram ao Palácio República dos Palmares, no centro da capital, cobrar do governador a reabertura das negociações referentes à cobrança por reajuste salarial a que tem direito mais de 20 mil servidores estaduais. ?Nos últimos dois anos, o governo do Estado não concedeu um vintém sequer de reajuste. E o pior de tudo isso: o governador não acena com qualquer proposta. A defasagem salarial é grande e o trabalhador público sofre com a redução do poder de compra de seus vencimentos?, critica o sindicalista Izac Jackson, diretor da Central Única dos Trabalhares (CUT) em Alagoas.