Cidades
Avan�o da dengue preocupa governo
Os 648 casos de dengue notificados nas primeiras cinco semanas deste ano indicam a possibilidade de mais uma epidemia da doença em Alagoas, razão pela qual a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) precisou submeter seu plano de contingência (de prevenção e tratamento de pacientes) ao Ministério da Saúde, preocupado em conter o avanço da doença em mais 15 Estados. Os técnicos do governo federal reuniram-se, em Maceió, com diretores e coordenadores da Superintendência de Vigilância em Saúde, para avaliar nossas condições de combate à proliferação do mosquito que se multiplica em lares de pobres e abastados de 102 municípios e já conseguiu matar quatro alagoanos em 2011. Buscavam informações sobre nossa estrutura para tratamento de pacientes infectados pelo vírus da doença. Medidas são tomadas antes mesmo de exame ficar pronto Dados ainda parciais da coordenação do Programa de Combate à Dengue da Secretaria de Estado da Saúde indicam a notificação de 55.272 casos de dengue nos 102 municípios de Alagoas em 2010. Destes, houve confirmação de que 37.061 pessoas contraíram o vírus causador da doença em todo o Estado. A responsável técnica pelo programa da dengue, educadora Isolda Lima, explica que sua equipe não espera a confirmação da doença para poder agir. Isso porque os exames laboratoriais feitos pelo Laboratório Central de Alagoas demandam mais de mês para ficar prontos. ?A orientação é agir assim que há notificação dos casos. Não podemos esperar pelo resultado de um exame laboratorial para medicar um paciente com suspeita de ter contraído a doença. No entanto, a confirmação só acontece com a divulgação dos resultados da sorologia?, explica a técnica. População também precisa cooperar O presidente do Conselho Municipal de Secretários de Saúde (Cosems), Pedro Madeiro, concorda que as sistemáticas campanhas de combate ao mosquito desenvolvidas pelos governos nem sempre surtem efeito porque o cidadão não demonstra qualquer preocupação em tamponar seus reservatórios de água potável. ?80% dos focos de dengue estão em nossos lares. Nosso maior desafio é fazer com que as pessoas combatam os mosquitos que se proliferam em suas casas a partir do simples esquecimento de providenciar, por exemplo, tampas para reservatórios e caixas d?água?, diz o presidente. Atual secretário de Saúde de Quebrangulo, no Agreste do Estado, Madeiro diz ter contraído o vírus da dengue, alguns meses atrás, porque seu vizinho se mudou e não providenciou o tratamento da água parada na piscina de sua residência, num bairro de Maceió.