Cidades
Servidores fazem passeata por sal�rios
Apesar de ter reunido servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal, a passeata que deu início à campanha salarial 2011 das entidades sindicais ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) teve como grande e único ?vilão? o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Ontem pela manhã, durante a concentração na Praça Sinimbu, no Centro, cada uma das lideranças de categorias como professores, guardas municipais, policiais militares e federais, entre outras, manifestava o espírito de insatisfação dos servidores. ?Quem trabalha no Estado está há quatro anos sem reposição salarial?, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev/AL), Cícero Lourenço. Também vice-presidente da CUT no Estado, Lourenço diz que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não impede o aumento de salários. A declaração do sindicalista contraria a justificativa do governo estadual e um levantamento do jornal Folha de S. Paulo, publicado no dia 14 de fevereiro, segundo o qual os gastos com a folha de pagamento em Alagoas, em dezembro de 2010, chegaram a 45,25% da arrecadação. Pela LRF, o Estado não pode gastar mais do que 46,55% com o pessoal. Categoria discute reajuste salarial | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter O governo do Estado deve enfrentar sérios problemas na negociação salarial com os sindicatos, inclusive com a ameaça de uma onda de greves, quase sempre puxada pelos funcionários da Educação. Pelo menos no que depender do discurso, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) deve entrar firme na queda de braço para garantir o reajuste reivindicado de cerca de 25%. ?Durante os quatro anos sem um centavo de aumento, o governo já teve tempo para arrumar a casa, o quintal e o terreiro. Também não dá mais para falar em herança maldita do governo anterior, até porque o atual governo só quer retirar as conquistas dos trabalhadores?, critica a presidente do Sinteal, Célia Capistrano. Para a categoria, a correção de 25% equivale ao ajuste dos pagamentos para o piso salarial de 2011, que deveria ser de R$ 1.187. ?O governo paga hoje R$ 946 por 40 horas e não cumpre nem o piso estabelecido em janeiro de 2010, cujo valor é de R$ 1.024?. Segundo Célia, há inclusive uma decisão da Justiça determinando o pagamento desse piso, ?mas o governo também desrespeita, desconsidera a Justiça?.