Cidades
Ambulantes lucram com vendas em congestionamento
Quem ficou em Maceió durante o carnaval e decidiu pegar o caminho das praias, fora do circuito urbano, teve que sair mais cedo de casa ou contar com uma boa dose de paciência. Os congestionamentos já são tradicionais nesse período, tanto para o lado norte, como para o sul do litoral alagoano, e este ano não foi diferente. Mas nem todos encararam a lentidão do trânsito como uma situação desagradável. Do outro lado do problema, vendedores ambulantes comemoravam as vendas. Posicionados no canteiro central da Avenida Assis Chetaubriand, na região do Pontal da Barra, os quatro membros da família de Antônio da Silva se movimentam, vendendo água mineral, água de coco, cerveja, refrigerante e caldo de cana ?para ajudar a curar a ressaca?. E, se a fome atacar, tem até jaca no caminho. Foliões se divertem em retiro espiritual | WALDSON COSTA - Repórter Quem compara retiro de carnaval a algo enfadonho e monótono ? que nada lembra a animação e alegria da festa mais popular do País ? desconhece o Celebrai a Cristo, evento religioso que reune, há quatro anos, adultos, jovens, adolescentes e crianças para festejar, de uma forma diferente, a festa de Momo. O retiro, que em ritmo de carnaval trouxe este ano o tema ?Em Cristo somos mais que vencedores?, promovido pela comunidade católica da Casa Ranquines, reúne até hoje ? Quarta-feira de Cinzas ? momentos de adoração a Cristo, louvor, palestras, missas e muita animação em clima de folia, ao som de música evangélicas em tom de frevo, com direito a abada e fantasias. ?Nossa proposta não é abrir mão do carnaval. Mas sim, brincar com alegria e com o pensamento em Cristo. Aqui, famílias inteiras, adultos, jovens e crianças têm a oportunidade de vivenciar a festa com alegria, sem violência ou uso de bebidas e drogas. Há momentos para vivenciar todas as atividades, orações e brincadeiras. Fazemos o carnaval saudável e com muita animação?, relata a irmã Maria Rita. Festejo de momo é marcado por TAC Em Marechal Deodoro, os foliões, acostumados ao ritmo de anos anteriores, quando a folia só acabava com o raiar do sol, tiveram que se contentar, este ano, com o novo estilo matinê do carnaval da cidade. O toque de recolher imposto pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a prefeitura e a Justiça local, foi cumprido rigorosamente. Todos os dias, às 22 horas, as bandas tinham que parar de tocar. A partir daí, a cidade tinha que mergulhar num silêncio que em nada lembrava o período carnavalesco. Nem mesmo o som do carro podia ser ligado na porta de casa. Na noite de segunda-feira, um grupo de amigos que brincava na porta de casa e resolveu sair dançando pela rua, ao som de um único instrumento de sopro, depois das 22 horas, mas não conseguiu ir muito longe. Menos de 200 metros adiante a ?baderna? foi encerrada pela polícia. FA