Cidades
A miss�o e o trabalho dos c�es policiais
Participação em centenas de interceptações de drogas, apreensões de entorpecentes, prisões de criminosos, além da presença marcante nos desfiles cívicos militares de 7 de Setembro. Zico, o ?militar? de quatro patas que se aposenta em 2011, após quase sete anos de serviços prestados à segurança pública, é a prova de que não é só com armas, bombas e algemas que a polícia combate a violência no Estado de Alagoas. Detentor de um instinto aguçado e de uma indiscutível disciplina, Zico e outras dezenas de cães policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar alagoana entram em cena quando a limitação humana se faz presente. À corporação é lançada a pergunta: o que intimida mais em combate, a simbólica faca na caveira estampada em viaturas, bandeiras e fardas, ou a imponência de pastores alemães e rottweilers? Talvez a pergunta fosse melhor respondida por infratores que já encararam os dentes afiados dos cães policiais do Bope. * Sob supervisão da editoria de Cidades Efetivo canino recebe cuidados especiais O bom desempenho do labrador Argus, de sete anos, resultou na sua escalação junto a seu condutor, o cabo Torres, para integrar a Operação Três Fronteiras, missão de combate ao narcotráfico no município de Pimenteiras do Oeste e outras cidades do Estado da Rondônia, desencadeada há mais de três meses pela Força Nacional. Diferentemente do veterano Argus, que se destaca como cão farejador da PM, os rottweilers Lua e Astro foram gerados e nascidos no canil há pouco mais de 90 dias, pesam cerca de 9,5 quilos e estão no período de socialização e convivência com o cinotécnico (técnico em cães). ?Os filhotes ainda não receberam nenhum tipo de treinamento básico ou policial e ainda são uma incógnita para os adestradores do plantel do Bope?, afirmou o sargento e cinotécnico Osmar Brito, em relação à personalidade e a especialidade que Lua e Astro deverão desenvolver. Treinamentos iniciam no 4º mês de vida A corporação segue à risca a medida do Conselho Federal de Medicina Veterinária, sobre a proibição de corte de orelhas e amputação de cauda, que são considerados mutilações estéticas. Senta, junto, fica... Os cães do Bope começam a receber os comandos básicos do adestramento a partir dos quatro meses de idade. Os comandos mais avançados dependem da desenvoltura do cachorro. O período de socialização entre cinotécnico e cão é fundamental para a sintonia da dupla. No campo externo de adestramento estão obstáculos como o ?slalom? ? que simboliza um combate no fogo cruzado ?, barreiras que equivalem a muros, pneus ? que preparam o cão para um possível salto por uma janela ?, entre outros que expõem os cachorros a situações adversas, mas que poderão ser encontradas nas ruas. ?O cão tem que estar preparado para qualquer situação?, disse o sargento Brito. De acordo com ele, o método de ensinamento é baseado na canalização de instintos que todo cão possui.