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Empresas substituem Casal no fornecimento de �gua

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A água, líquido essencial para a vida, se transformou num lucrativo negócio em Maceió. Na orla, onde estão a maior parte dos condomínios e prédios de luxo da capital, ela é artigo disputado pelas empresas que negociam o seu fornecimento de modo particular. Na última quinta-feira, em pouco mais de uma hora em busca de dados sobre o comércio, a Gazeta encontrou cinco caminhões-pipas de diferentes empresas. Um breve levantamento, porém, indica que pelo menos 14 delas disputam clientes. Elas operam também no período noturno, o que, nos horários de pico, acaba provocando congestionamentos e queixas de quem transita nos bairros nobres. Graças ao intenso movimento nestes dias de calor, há aquelas que chegam a fazer 40 viagens por dia. Em alguns casos trabalham por 24 horas e ainda conseguem, por meio de seus poços, alugar para terceiros, que só atuam como distribuidores. Somente na região da Cruz das Almas, existem cinco pontos diferentes de abastecimento dos caminhões. Consumidores optam pela qualidade Foi em busca de qualidade que os moradores de outro edifício de luxo, localizado na Avenida Dr. Antônio Gouveia, na Pajuçara, decidiram abrir mão da água fornecida pala Casal. De acordo com a síndica, a professora aposentada Leda Maria Cardoso, essa decisão tem garantido a saúde de todos. Ao falar da empresa estatal, ela não poupou críticas. Segundo Leda Cardoso, um morador do prédio chegou a analisar a água da companhia e constatou sua baixa qualidade. Outro problema, de acordo com a síndica, envolvia o abastecimento, normalmente comprometido durante a semana. ?A água que estávamos recebendo era péssima. Em algumas situações ela estava vindo escura. Foi por causa desse problema da qualidade que decidimos, em assembleia, partir para outras alternativas. Primeiro chegamos a ter um poço, mas depois ele ficou com a água salobra, devido à contaminação do lençol freático. Depois, partimos mesmo para a compra?, contou Leda. Companhia garante qualidade da água Diante da queixa de alguns consumidores quanto ao custo da taxa de esgoto, abastecimento e qualidade da água, a Gazeta foi ouvir a Casal. Na empresa, a reportagem foi recebida pelo supervisor técnico da companhia, Carlos Figueiredo. Quanto ao valor cobrado na taxa de esgoto, ele explicou que as regras que definem a cobrança surgiram com o extinto Banco Nacional da Habitação (BNH). Em Alagoas, o valor corresponde a 80% do custo que envolve o consumo da água. ?As pessoas esquecem que o esgoto é composto por 90% de água. Há custos de tratamento, que é muito caro, tanto para a água que é fornecida, quanto para o que gerado. Existe todo um processo que conta com muita tecnologia. Ou seja, gastamos com tratamento, com o que entra e o que sai?, definiu Carlos. Para ele, os síndicos e consumidores em geral estão esquecendo que, ao pagar o mínimo cobrado pela Casal, resolvem um problema imediato, porém, acabam lançando na rede de esgoto uma quantidade muito maior do que a declarada. ?Ou seja, pagam o mínimo, mas usam o máximo?, concluiu Carlos.

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