Cidades
Gr�vidas esperam sentadas para dar � luz
A dona de casa Maria dos Santos, 37 anos, era uma das nove mulheres com gravidez de risco que, literalmente, esperavam sentadas pelo surgimento de vaga na UTI da Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió. Internada desde domingo, quando chegou de Matriz do Camaragibe, Norte do Estado, ontem ela ainda se contorcia de dores sem que tivesse qualquer previsão médica de quando seria submetida à cirurgia para antecipação do nascimento de seu sétimo herdeiro. ?Estou perdendo líquido direto. Lá em Matriz não teve condições de resolver. Aí, mandaram-me para cá. Cheguei no domingo à tarde. Estou sentada até agora. Já não aguento mais esperar tanto tempo para resolver isso (interrupção da gravidez)?, desabafava Maria dos Santos, que sequer sabia o sexo de seu filho. ?Nos exames, não disseram se é menino ou menina?, confessou a mãe, que, cabisbaixa diante do assédio da reportagem, diz ter se submetido aos exames pré-natais na cidade onde vive com esposo e mais seis filhos. Maria pode não conseguir dar à luz naquela unidade por razão bem conhecida: os cinco leitos da UTI materna estão ocupados.