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Riscos aterrorizam moradores

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Dormindo com o perigo e convivendo com a indiferença. É como se sentem as 600 famílias que vivem na Grota Santa Helena, na Chã da Jaqueira. Para os que moram nas áreas com iminente risco de deslizamento ou desmoronamento de estruturas, o sono não existe nos dias de chuva. Eles cobram a presença da Defesa Civil Municipal e denunciam que ganharam chave e documento para morar com dignidade, no Conjunto Cidade Sorriso 2, no Benedito Bentes, mas as residências com as quais sonharam estão invadidas. ?Não sei mais o que fazer. Quando chove não durmo e passo a noite rezando. Tem um muro rachando diante de minha casa. Até aqui só não aconteceu algo ruir porque Deus tem dado o livramento?, revelou a dona de casa Maria Lúcia Gonçalves, 41 anos, que já foi informada de que está na lista dos contemplados. Outro que vê o tempo passar e o risco de morte aumentar é o pedreiro desempregado José Mamede de Almeida, 59 anos. O medo diário é dividido com sua esposa, a dona de casa Maria Helena Moura, 46 anos. Após inundações, população cobra solução do governo | ANYELLE CAVALCANTE * - Estagiária Após as fortes chuvas que inundaram diversos pontos de Maceió, deixando feridos e desabrigados, a revolta parece ter tomado conta dos moradores da capital alagoana. Depois de protestos nos bairros de Jacarecica e Santa Lúcia, desta vez foram os residentes no Graciliano Ramos e Ouro Preto que resolveram expressar sua indignação e cobrar providências das autoridades. Na manhã de ontem, eles interditaram vias nos dois bairros. A fim de reivindicar a construção de casas para os desabrigados, os habitantes do Ouro Preto atearam fogo em entulhos e bloquearam a principal via de acesso ao bairro, a Rua São Francisco. * Sob supervisão da editoria de Cidades Alagoas ganha sala de monitoramento de risco | FÁTIMA ALMEIDA - Repórter Alagoas conta, agora, com uma nova e importante ferramenta na prevenção de desastres naturais. Inaugurada ontem, na sede da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a Sala de Monitoramento Hidrológico ? ou Sala de Situação, como está sendo chamada ? vai possibilitar o monitoramento, em tempo real, do volume de chuva e nível dos rios Paraíba e Mundaú, além de ações preventivas contra desastres sempre que o alerta indicar que a situação saiu do padrão de normalidade e representa risco. O modelo é pioneiro no Brasil, e sua implantação custou mais de R$ 2 milhões ? recursos da Agência Nacional das Águas (ANA). Na Sala, equipada com telões ? que exibem imagens espaciais geradas por satélite e informações das duas bacias ? computadores e um mapa das regiões hidrográficas do Estado, as informações vão chegando a todo instante, mostrando, a um simples clique do mouse, cidade por cidade, onde está chovendo no exato momento, a intensidade da chuva e o nível do rio. Riacho transborda e deixa casas alagadas | SEVERINO CARVALHO - Repórter Maragogi ? O Riacho Pedra Branca transbordou na tarde de ontem e alagou diversas ruas na cidade de Campestre, a 113 quilômetros de Maceió, na região Norte do Estado. Além de casas, as águas invadiram prédios públicos, a exemplo das secretarias de Saúde e Educação. A prefeitura não informou o número de desabrigados. O transbordamento ocorreu por volta das 15 horas. Choveu forte na região desde o início da semana. O Riacho Pedra Branca é um dos afluentes do Rio Jacuípe que em junho do ano passado transbordou em três oportunidades deixando dezenas de desabrigados na cidade de Jacuípe. Este município está em alerta em decorrência da elevação do nível das águas.

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