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Greve deve atrapalhar calend�rio escolar

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Os 69 mil alunos matriculados na rede de ensino de Maceió continuam sendo as principais vítimas do direito constitucional a greves ou paralisações, postas em prática pelos seus professores. Nas últimas três semanas, os aprendizes perderam nove dias de aulas porque seus mestres precisavam ir à praça pública protestar contra o alcaide municipal e exigir reajuste salarial. ?Os alunos não serão prejudicados porque os grevistas vão ter que fazer a reposição das aulas que deixaram de ministrar?, diz a mestra em Pedagogia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Elaine Oliveira, servidora da rede estadual de Educação, mas cedida à Secretaria Municipal de Educação para cuidar da diretoria que gerencia o funcionamento das 132 escolas da capital. O calendário escolar da rede municipal começou dia 14 de fevereiro e sua previsão de conclusão ainda é a primeira quinzena de janeiro de 2012. Os gestores da Educação maceioense contam com a possibilidade de cumprimento do prazo porque os grevistas são obrigados a fazer a reposição das aulas agendadas para os dias em que deveriam estar no trabalho e não estiveram porque reivindicavam melhores salários e condições de trabalho. Unidades tentam regularizar ano letivo As redes municipal e estadual de Educação têm gestões e estrutura diferenciadas, mas dividem a mesma particularidade: pelo menos 10% de suas unidades funcionam dentro do chamado ?calendário especial?, termo burocrático para justificar o descompasso (atraso) em relação ao cronograma dos demais educandários. ?Os atrasos ocorreram por motivos diversos, dentre os quais as paralisações de anos passados. Creio que, no início de 2012, tudo entra na normalidade?, diz o professor Rogério Teófilo, secretário estadual de Educação. ?As reformas e reconstruções de prédios também justificam alguns atrasos?, reforça. Embora não tenha havido aula na maioria das 331 escolas estaduais na semana passada e haja perspectiva de continuidade da greve, caso não exista consenso entre professores e governo, Teófilo diz que ?é coisa do passado essa história de aluno prejudicado? devido a atraso no ano letivo. Movimento grevista rebate as críticas O combate ao ?enxerto? de milhares de monitores, em todas as escolas da rede estadual, para tapar a lacuna deixada pelos milhares de professores que se aposentaram em 2010, sem que houvesse substituição por meio de concurso público, é mais um dos motivos pelo qual a categoria geralmente se insurge contra a Secretaria Estadual de Educação, uma ou duas vezes ao ano. ?São mais de 6 mil monitores na rede, que está precarizada. O governo precisa, sim, é realizar concurso público para valorizar o profissional de educação, a carência é grande. Ano passado, 3.500 professores se aposentaram?, explicou Maria Consuelo, durante intervalo, quarta-feira passada, de um seminário que unia outros integrantes do Sinteal.

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