Cidades
Come�a hoje greve na Pol�cia Civil de AL
Eles lutam contra bandidos, mas estão prontos para iniciar uma ?guerra? contra o governo do Estado. O ultimato está posto, e é hoje. No dia em que os policiais civis entram em greve por tempo indeterminado, os militares e agentes penitenciários podem decidir parar tudo. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já convoca os sindicatos para uma greve geral no Estado, com todas as categorias da defesa social, saúde, educação, agricultura e outros setores. A manhã de ontem foi marcada pelo lançamento do Movimento Unificado dos Servidores da Segurança, que carregou a ?artilharia pesada? de críticas contra o governo. Na vanguarda do front, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) abre a primeira bateria de greves. Recebe o reforço do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen), que realiza assembleia com a categoria, a partir das 9 horas, lá dentro do sistema prisional. Na retaguarda bélica, associações de policiais militares se reúnem na Praça Deodoro, às 15 horas. A Associação dos Oficiais (Assomal) ainda tenta uma última negociação com o governo, só que setores mais avançados não pensam em recuar. Secretário alega que reajuste é inviável | KELMENN FREITAS - Chefe de reportagem Mesmo com a pressão dos policiais civis, o governo do Estado não deve recuar na proposta de reajuste salarial oferecido a todos os servidores públicos, de 5,91%. O secretário estadual de Gestão Pública, Alexandre Lages, explica que é inviável conceder aos policiais civis o aumento que é reivindicado pela categoria: 60% do salário bruto que é pago hoje a um delegado de polícia. Em números absolutos, essa proposta faz com que o salário de um policial civil salte de R$ 1.800,00 para pouco mais de R$ 7 mil ? um delegado recebe em Alagoas R$ 14 mil. Mas, segundo o governo, ainda está longe da categoria conseguir um salário mais justo para a função. ?Se o governo conceder um aumento desse tipo, o impacto na folha de pagamento será de 5 a 6 milhões de reais por mês?, faz as contas o secretário Alexandre Lages. ?Não tem como o governo dar um aumento desses agora. E isso já foi mostrado em números para toda a categoria?, completa. Trabalhadores da Saúde e Educação aceitam proposta | MAIKEL MARQUES - Repórter Os milhares de servidores das secretarias de Saúde e Educação de Maceió encerraram o movimento grevista e retomam suas atividades ainda hoje. A decisão saiu em assembleia na qual as duas categorias aceitaram proposta de reajuste salarial de 3,09%, que serão pagos no salário de setembro. Somado aos 5,91%, concedido à revelia dos sindicalistas, em fevereiro, o percentual de reajuste deste ano totaliza 9%. Para convencer os grevistas a encerrar suas paralisações, que já duravam quase um mês e prejudicavam milhares de cidadãos nos quatro cantos da cidade, o prefeito Cícero Almeida garantiu aos sindicalistas que, em janeiro de 2012, ano eleitoral, os servidores já podem contar com mais 10% incorporados aos seus ?defasados? vencimentos. Estudantes retornam à sala de aula | BLEINE OLIVEIRA - Repórter Professores e demais trabalhadores da rede pública estadual de ensino voltaram às salas de aulas, ontem, após três dias de mais uma greve de advertência. Mas é provável que não haja aula nesta quarta-feira, 27, quando o professorado participa de debate sobre a implantação do piso nacional da categoria e sobre o Programa Nacional de Educação (PNE). Na quinta e sexta-feiras o funcionamento das unidades será normal. Porém, no dia 2 próximo, os trabalhadores fazem nova assembleia para discutir os encaminhamentos das próximas mobilizações em busca de aumento salarial acima dos 5,91% apresentados pelo governo do Estado.