Cidades
Justi�a considera legal greve dos policiais civis
A greve dos policiais civis foi considerada legal. O despacho do juiz Manoel Cavalcante de Lima, publicado no Diário Oficial de ontem, indefere o pedido de ilegalidade feito pelo governo do Estado, mas permite o desconto dos dias parados nos vencimentos dos servidores. Mesmo assim o comando de greve garante que o movimento continua e será intensificado no interior do Estado. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis recebeu a decisão como uma vitória. ?É o reconhecimento do nosso direito de pleitear reajuste salarial. Primeiro porque estamos dentro da nossa data-base; segundo porque os serviços essenciais estão mantidos?, comenta o presidente Carlos Jorge. Ele alerta, entretanto, que tomou conhecimento de uma possível manobra do governo (não informou qual seria) para tornar sem efeito a decisão do juiz Manoel Cavalcante. ?O Sindpol não aceitará outros despachos. Estamos atentos a qualquer tentativa de alteração dos fatos?, alerta o sindicalista, dizendo que a categoria espera que a lei, o bom senso e a razão prevaleçam. Ato na Micaraca Numa assembléia realizada na quinta-feira, os policiais civis deliberaram por suspender o lavramento de Termo Circunstanciado de Ocorrência, deixando apenas a realização de flagrante nas delegacias. Hoje o comando de greve visitará as cidades de Palmeira dos Índios e Arapiraca buscando reforçar a paralisação no interior do Estado. Em Arapiraca eles planejam fazer um ato público durante a apresentação dos blocos na Micaraca. Amanhã às 8h haverá um novo ato em frente ao quiosque da Operação de Polícia Litorânea, em protesto contra a exoneração de quatro policiais da Oplit exonerados, segundo o Sindpol, por estarem em greve.