Cidades
Sine � canal para mercado de trabalho
O Sistema Nacional de Empregos (Sine) ainda é considerado o meio mais ágil de entrosamento entre empregador e trabalhador que tenta conquistar ou reconquistar seu posto de trabalho em Alagoas. Nos primeiros três meses do ano, 6.034 recorreram aos serviços do órgão para vender sua mão de obra com carteira assinada ou como autônomo. Das 951 vagas ofertadas pelo patronato no referido período, 619 candidatos conseguiram inserção num mercado de trabalho cada vez mais exigente quanto aos níveis de instrução. Os demais não superaram todas as etapas da marotona rumo ao emprego porque não preenchiam alguns dos requisitos exigidos. Implantado em 1979 pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda, o Sine Alagoas continua atraindo cada vez mais interessados em ajuda para a conquista do emprego porque seus serviços de intermediação de mão de obra são gratuitos. ?Mesmo assim, há muita gente que ainda desconhece os inúmeros serviços que ofertamos?, reconhece Nadja Beirute, diretora de Atendimento ao Trabalhador e Empregador do órgão. Órgão trabalha com orçamento reduzido A representação do Sistema Nacional de Empregos (Sine) nas Alagoas funciona com ?apertado? orçamento anual de R$ 1 milhão e 300 mil. Além da manutenção da estrutura, o bolo financeiro oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) também é aplicado em cursos de capacitação de gente com escolaridade inferior ao Ensino Fundamental. ?A gente prima pela viabilização de cursos de acordo com a demanda do mercado. Não adianta investir em capacitação cujo certificado só vai ficar pendurado na parede da casa do trabalhador?, esclarece a economista Silvânia Figueiredo, superintendente de Emprego e Trabalho da Secretaria Estadual de Trabalho e Qualificação Profissional (Seteq). Serviço é opção para profissionais O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Alagoas qualificou, em 2010, mais de 14 mil profissionais. Destes, 2.017aprenderam novas profissões por meio do do Programa Senai de Gratuidade (PSG), destinado ao público menos abastado de Maceió e cidades como Arapiraca, Palmeira dos Índios, Pened, Coruripe e Maragogi. Segundo a diretora do Senac, Telma Ribeiro, a maioria dos milhares de alagoanos que recorreram aos 200 cursos ofertados pela instituição em Alagoas já está inserida no mercado de trabalho. Faturam seu trocado em empresas das mais variadas atividades comerciais. ?Muitos já estavam no mercado de trabalho, mas buscavam aperfeiçoamento técnico para atender às novas exigências do mercado de trabalho?, explicou, por telefone, à reportagem da Gazeta. É o caso de profissionais que se matricularam em cursos de pós-graduação com aulas presenciais ou a distância.