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Entrega de correspond�ncias atrasa

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A credibilidade da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), conquistada durante 42 anos, ficou manchada depois de quatro anos de uma gestão desastrosa, em Alagoas. O reflexo disso está nas ruas, onde muitas pessoas reclamam de não ter recebido alguma correspondência. Talvez o que não chegou às residências possa estar entre as 200 mil cartas que encalharam e correm o risco de ser incineradas. Nesse período, enquanto o volume aumentava em nível nacional, Alagoas não atingia as metas estabelecidas pela presidência nacional, ficando em último lugar nos processos de avaliação. Por isso, depois da denúncia feita por um cidadão comum, Brasília decidiu acordar para o problema e exonerou o diretor-regional Carlos Alberto Medeiros de Almeida. Ele foi indicado depois de negociações políticas comandadas pelo PMDB alagoano e mesmo com a repercussão negativa, ?caciques? do partido ainda rondam o cargo, também ?namorado? pelo PTB. Má administração teria contribuído com o problema Em busca de soluções, um trabalho de levantamento dos problemas operacionais e administrativos está sendo conduzido pelo interventor Edvan Alves de Oliveria. Servidor de carreira, ele entrou na ECT em 1978. De lá para cá, acumulou funções administrativas em Minas Gerais até chegar à diretoria comercial, em Brasília. Além disso acumula no currículo a convocação pela União Postal, que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), em Honduras. Foi ele quem garantiu que a origem da crise teve cunho administrativo. Foi o chamado ?resto a distribuir?, oriundo do trabalho diário, que acabou criando uma ?montanha? fora do prazo. ?A questão básica envolve um problema de gestão. Há muitos anos a ECT trabalha com um índice de qualidade que prevê, por exemplo, a seleção de 1.700 objetos e de 1.560, no caso das correspondências. A partir do momento em que não há gestão para cobrar isso do colaborador (servidor), há descontrole?, explicou Edvan de Oliveira. Sindicato questiona número de carteiros Enquanto o presidente fala de eficiência nos serviços, o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL) cobra estrutura. Mesmo sem ter sentado com a nova direção, a categoria tem uma posição: ?É igual ao lema do então candidato Tiririca: ?pior do que está não fica??, comentou o secretário-geral da entidade, Altannes Holanda. De acordo com os levantamentos da categoria, ao invés de 58, o número ideal de carteiros para cobrir as atuais áreas existentes no Estado de Alagoas seria de 100. ?A grande questão é que, no caso de Maceió, por exemplo, a área urbana está crescendo. Uma região como a do bairro da Serraria está em plena expansão, o que acaba resultando em mais volume de trabalho para o carteiro?, comentou o dirigente sindical Alysson de Oliveira Guerreiro.

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