Cidades
Caravana da Felicidade contempla m�es
Quando os radialistas Edécio Lopes e Arnaldo Costa criaram a Caravana da Felicidade nos estúdios da Rádio Gazeta, há 38 anos, eles talvez não imaginassem a dimensão que o evento que nasceu com a proposta de levar alegria e felicidade para os lares alagoanos no Dia das Mães ganharia, depois de tanto tempo, a ponto de se tornar programação oficial na grade da Organização Arnon de Mello. Diretor de programação das Rádios Gazeta AM e FM, Gilberto Lima coordena a produção do evento e contou que vivenciou várias etapas da Caravana da Felicidade, desde o ano de sua criação. ?Maceió era bem menor, a caravana não tinha essa dimensão toda, mas já era uma grande festa, que chamava atenção por onde passava. A ideia da Rádio Gazeta de levar alegria, prêmios e folia para a casa dos ouvintes era uma verdadeira revolução para a época?, relembrou Gilberto Lima. *Sob a supervisão da editoria de Cidades. Cartas são improvisadas em papelão O poder de improviso dos ouvintes que participaram da caravana neste ano chamou a atenção dos organizadores e colaboradores da Rádio Gazeta. Cartas escritas em pedaços de papelão, em encartes promocionais, pedaços de papel colados em plástico foram algumas das maneiras que a população encontrou para concorrer aos prêmios. Em meio à grande piscina de cartas da Caravana da Felicidade, acumuladas no corredor da Gazeta, a dona de casa Maria Salete dos Santos Ferreira, moradora da Ponta Grossa, fez questão de espalhar pessoalmente, na última sexta-feira, as 600 cartas que os três filhos, marido e vizinhos ajudaram a escrever. ?Eu não sei nem ler nem escrever, mas todo mundo me ajuda e assim já vão mais de 10 anos participando. Eu nunca fui sorteada e teve ano que enviamos mais de duas mil cartas, mas este ano eu estou sentindo que vou ter sorte?, contou Maria Salete, que revelou à reportagem que seria a realização de um sonho receber a Caravana da Felicidade. ?Qualquer coisa que eu ganhe já vale, mas meu sonho é ganhar um rádio?, revelou a dona de casa.