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‘Greve’ dos bombeiros fecha o Aeroporto Zumbi dos Palmares

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A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) precisou recorrer a bombeiros de Paulo Afonso, Ilhéus, Salvador (BA) e Aracaju (SE) para normalizar, no Aeroporto Zumbi dos Palmares, o serviço de pouso e decolagem de aeronaves, suspenso ontem cedo, quando se constatou que os bombeiros do governo do Estado responsáveis pela Seção de Combate a Incêndio (SCI) não compareceram ao posto de trabalho. ?Não esperávamos esse drible dos bombeiros. Eles nunca tinham nos deixado na mão. Podiam ter nos avisado. Foi um aperreio danado porque, de acordo com normas internacionais, avião de grande porte não aterrissa ou decola sem que haja equipe de combate a incêndio de plantão?, comentou à Gazeta, ontem à noite, um funcionário da superintendência da Infraero que não quis se identificar. A greve (ou desaquartelamento) dos bombeiros militares começou às 7 horas da matina, prejudicando milhares de passageiros com passagem marcada para cidades do Nordeste, Sul, Sudeste. Muita gente que tinha compromisso em Maceió acabou ?visitando? Salvador (BA), Aracaju (SE) ou Recife (PE), cidades para onde seus voos foram desviados. Militares aderem a ?desaquartelamento? | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter O governo reage à nova forma de fazer greve dos militares com velhas ameaças. E recebe de volta mais faltas nos postos de trabalho. O chamado desaquartelamento retirou policiais das ruas, fechou os quartéis do Corpo de Bombeiros em Maceió e suspendeu os pousos de aviões no Aeroporto Zumbi dos Palmares. Ao invés de se expor a punições, como nos aquartelamentos anteriores, a tropa decidiu simplesmente faltar à escala de plantão, das 19 horas de terça-feira até as 19 horas de hoje. A adesão foi total no Quartel Geral dos Bombeiros, no Trapiche, que teve até um piquete de militares no portão de entrada. A guarita de segurança estava vazia, assim como todas as dependências internas do quartel. Apenas os 30% dos serviços essenciais foram mantidos, apesar dos esforços do comando de manter militares de turnos anteriores e alunos do curso preparatório. PMs não param serviços no Agreste | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Arapiraca ? O primeiro dia de paralisação da Polícia Militar não foi percebido pela população de Arapiraca. Nas principais ruas do Centro da cidade, os soldados que se formaram no mês passado faziam o policiamento ostensivo. ?Como somos novatos na Polícia Militar, não podemos aderir à paralisação. Estamos ainda em estágio probatório?, afirmou um praça, que pediu para não ser identificado. Entretanto, de acordo com o praça, o restante do efetivo também estava em atividade, ontem. ?A informação que tenho é de que todos estão trabalhando normalmente e que todas as viaturas estão nas ruas?, disse. O subcomandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), capitão Anaximandro Tenório, confirmou que o movimento de ?desaquartelamento? não obteve adesão em Arapiraca. ?A orientação do comando foi para que todo o efetivo esteja de serviço hoje, e foi o que aconteceu?, declarou.

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