Cidades
Servidores ocupam Secretaria da Fazenda
Com bombas, palavras de ordem e um ?gargalhaço? ? gargalhada coletiva em alusão ao riso espontâneo do governador ao ouvir pergunta sobre aumento salarial ? servidores do Estado rejeitaram, em assembleia geral, na tarde de ontem, os 7% de reajuste anunciado pelo governador Teotonio Vilela. Depois, ao final de uma passeata que congestionou o Centro da capital, eles ocuparam o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), com a promessa de permanecerem acampados como forma de resistência. Conforme avaliaram as lideranças, além de negar o percentual proposto pelas categorias, o riso de Teotonio Vilela pode ser entendido como uma ironia contra as categorias.Tanto que durante toda a passeata o trecho em que Téo é perguntado sobre o aumento e responde com uma risada foi incansavelmente repetido em meio à multidão. Estudantes voltam a ficar sem aulas | LÁZARO CALHEIROS - Repórter Mais uma vez as aulas no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa) foram suspensas. Pela manhã, era grande a quantidade de estudantes que saía do complexo educacional, depois de dar ?viagem perdida?, graças à paralisação dos servidores estaduais da educação. A categoria cobra melhores condições de trabalho e protesta contra o reajuste salarial de 7% oferecido pelo governador Teotonio Vilela. Diante do impasse, quem sai perdendo são os alunos, que acabam prejudicados e só voltarão às aulas na próxima quinta-feira (26). Na entrada principal do Cepa, na Avenida Fernandes Lima, um grupo de cinco alunas, com livro nos braços e bolsa nas costas, reclamava da paralisação. ?Hoje eu acordei às 5 horas da manhã para não pegar um ônibus lotado e tentar vir sentada para assistir à aula às 8 horas, mas infelizmente vou ter de voltar para casa porque não vai ter aula?, reclamou a aluna da Escola Estadual Professor José da Silveira Camerino, Roseana Ferreira da Silva, que mora no bairro do Canaã. Servidores fecham a Seagri em protesto Sindicalistas ligados ao Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agrícola e Ambiental de Alagoas (Sindagro), junto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), fecharam o portão da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri), ontem de manhã, para cobrar reajuste salarial de 23%, o que não ocorreria há seis anos. Alguns funcionários da Seagri apareceram para trabalhar, mas foram impedidos por causa da mobilização. Metade da Rua Cincinato Pinto foi bloqueada e o trânsito ficou congestionado. Por causa do protesto, todos os atendimentos à população foram suspensos, na capital e no interior. ?Essa paralisação, hoje e amanhã, é de advertência?, diz o presidente do Sindagro, Sebastião Alexandre dos Santos, que não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado. LZ