Cidades
Divis�o de escola deixa rela��o tensa
Delmiro Gouveia ? O silêncio, como o ocorrido na última sexta-feira, é raro na Escola Estadual Watson Clementino Gusmão Silva, que além de 927 alunos dos ensinos Fundamental e Médio abriga também 720 acadêmicos da Universidade Federal de Alagoas. O sossego, possível apenas devido à paralisação dos professores da rede estadual e da recusa dos estudantes da Ufal em assistirem às aulas, oculta a dificuldade de convivência entre as duas comunidades estudantis. De um lado, os professores da escola reclamam que a Ufal ?toma conta de tudo?; do outro, os docentes da universidade gostariam de utilizar mais os espaços sociais. Os estudantes do Ensino Médio queriam ter a mesma liberdade dos acadêmicos, que podem entrar e sair a hora que quiserem e não são obrigados a usar fardamento. Enquanto isso, o diretor da escola, Misael Pedro do Nascimento, precisa administrar as diferenças de regimento das duas instituições que dividem o mesmo espaço. Diretor dá ultimato à universidade Delmiro Gouveia ? Os prejuízos não ficam apenas do lado dos universitários, de acordo com o diretor da Escola Watson Clementino, Misael Pedro. Segundo ele, as limitações de espaço dificultam a relação com a Ufal, admite que a comunicação entre as duas instituições poderia ser melhor e que, a partir do próximo ano, quer colocar em prática projeto para aumentar a quantidade de vagas para os alunos, o que só será possível após a saída da universidade. ?Nós temos um auditório com 120 lugares, que é suficiente para uma escola de Ensino Médio, mas que não comporta eventos da universidade. Precisamos fazer um folheto de reserva do auditório para não existir confusão entre os professores da escola e da universidade. Mas os nossos professores vivem reclamando que não há disponibilidade do auditório nas datas em que precisam?, declarou. Reitora garante entrega para agosto deste ano Delmiro Gouveia ? A reitora da Ufal, Ana Dayse Dórea, também afirma que ?não dá mais para a universidade continuar funcionando dentro da escola?. Em uma reunião ocorrida na manhã da última sexta, em Delmiro, ela garantiu que no início do segundo semestre, previsto para o dia 15 de agosto, os estudantes passam a assistir às aulas no campus. Diante da insistência dos estudantes sobre o que pode acontecer se esse novo prazo não for cumprido, ela insistiu. ?O engenheiro responsável pela obra garantiu que me entrega em agosto e eu acredito nisso. Tenho o compromisso de terminar a minha gestão na Ufal cumprindo o que foi prometido aos alunos e à sociedade?. Ana Dayse negou que sua viagem a Delmiro na última sexta tenha sido motivada pela pressão dos estudantes com relação à conclusão da obra. Segundo ela, a reunião fazia parte de sua agenda de visitas aos campi no interior. Mas antes de ir para o local do encontro com os estudantes, ela foi até a construção.