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Temporal arrasta ponte e deixa ruas e casas alagadas

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Foi água pesada. A chuva na madrugada e manhã de ontem arrastou pontes, derrubou casas, interditou ruas e enlameou a rotina de muita gente na periferia de Maceió. No Farol, a Rua Miguel Palmeira e o Cepa alagaram de novo. O Riacho do Silva cobriu a ponte mal projetada que liga a Rua Marques de Abrantes ao Conjunto Padre Pinho, em Bebedouro, e chegou a meio metro das paredes das casas. Ao invés de um vão livre, a ponte tem três bueiros, que sempre ficam entupidos, e é baixa. Ontem pela manhã, as máquinas da prefeitura retiravam toneladas de lama e barro, mas os moradores sabem que não adianta. ?Se continuar chovendo, amanhã vai estar do mesmo jeito?, assegura o aposentado José Miguel de Souza. Quem mora próximo ao riacho enfrenta o problema quase diariamente, durante todo o período chuvoso. Chuvas fazem estragos em vários bairros | MAURÍCIO GONÇALVES - MAIKEL MARQUES / Repórteres Duas casas afundaram na Rua São Miguel, no Jacintinho, no meio da madrugada. Moradora de uma delas, Maria das Graças da Silva lembra que o susto foi grande. ?Uma mulher chegou gritando na porta, dizendo que a minha casa ia desabar, quando acordei, estava tudo alagado e o chão já tinha afundado. Fiquei desesperada e ainda estou. Meu Deus, onde eu vou morar??, lamenta Maria. Um bueiro na frente das casas pode ter contribuído para a infiltração de água abaixo do solo. Para complicar, aos fundos, há uma grota. A Defesa Civil foi ao local e interditou as duas residências. Os moradores de mais quatro casas vizinhas temem que elas também sejam atingidas. Ontem à tarde, moradores da Rua Manoel Pedro Farias Costa, no Centro de Maceió, denunciavam que um trecho de asfalto havia cedido, comprometendo a estrutura de uma residência situada atrás da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Cheia desabriga 150 famílias | WALDSON COSTA - Repórter Maragogi ? Mais uma vez o inverno vai ser de alerta constante para a população da cidade de Campestre, município de pouco mais de seis mil habitantes que fica na região Norte do Estado. Sem contar com rede de esgotamento adequada e cortada por afluentes do Rio Jacuípe, parte da cidade é inundada a cada temporal que deságua na região. A última enchente que desalojou famílias e causou prejuízo para a população foi registrada na madrugada de ontem. Desta vez, aproximadamente 150 famílias que vivem no bairro da Várzea e nas imediações do Riacho Pedra Branca tiveram de abandonar suas casas, que foram inundadas pelas águas da chuva e do riacho que transbordou. O nível da água que tomou ruas e casas ultrapassou, em alguns pontos, mais de um metro, provocando destruição, prejuízos e causando medo aos moradores. Mesmo assim, famílias retornaram às áreas de risco após a água baixar.

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