Cidades
Servidores voltam a protestar nas ruas
A mobilização que os servidores públicos estaduais realizam há cerca de três meses ganhou um reforço de peso com a adesão de estudantes secundaristas. Eles ?substituíram? os militares que ficaram de fora do ato realizado ontem por entidades como os Sindicatos dos Trabalhadores em Educação, Policiais Civis e Agentes Penitenciários, com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL). O que seria o maior ato desde o início da mobilização acabou sob o controle dos estudantes, que derrubaram a grade que circunda a Praça Pedro II, no ponto em frente ao prédio sede da Assembleia Legislativa. Aos gritos eles subiram nas grades e jogaram bombas juninas no prédio. Várias bombas do mesmo tipo foram jogadas também no Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual. A manifestação de ontem foi mais uma ação dos sindicalistas que medem forças com o governo na luta por reajuste salarial e outras reivindicações. Durante o ato, dirigentes da CUT e Sinteal disseram ter recebido telefonemas do secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages, informando sobre a decisão do governo de reajustar os salários em 7%, a partir de maio último. Categorias se mantêm mobilizadas | MARCOS RODRIGUES - Repórter Numa assembleia esvaziada, mas afinada com o discurso do Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Musp), trabalhadores do Hospital Geral do Estado (HGE), também aderiram ao protesto contra os 7% sugeridos pelo governo. Pela proposta da categoria, discutida diante do prédio, o mais importante é que o governo garanta, além deste percentual, outros 7%, para 2012. ?E também a retirada do projeto, que já está na Assembleia Legislativa, sobre contratações sem concurso público?, disse Cícero Lourenço que preside o Sindicato dos Trabalhadores da Previdência (Sindprev), lembrando que ainda há pendências específicas do segmento da saúde que precisam ser solucionadas. ?Por isso o governo está garantindo que vai haver uma mesa de negociação à parte para ver essas questões?, informou Lourenço durante a assembleia.