Cidades
Pris�o de oficial provoca novo protesto
A prisão de um oficial da Polícia Militar ocorrida na noite da última quarta-feira (1), após protesto realizado por servidores públicos contra o governo do Estado, resultou em um novo ato, desta vez realizado na manhã de ontem, em frente ao Quartel Geral da Polícia Militar, no Centro de Maceió. Representantes de entidades sindicais que fazem parte da Central Única dos Trabalhadores (CUT) prestaram solidariedade e pediram a liberdade imediata do capitão Marcelo Ronaldson, que está recolhido na Academia de Polícia Militar, no Trapiche, acusado de desrespeitar o regulamento militar. De acordo com o major Oliveira, que falou em nome do comando-geral da corporação, a prisão do capitão Marcelo Ronaldson foi determinada depois que ele deferiu, em pleno ato dos servidores, palavras ofensivas direcionadas ao comandante-geral da PM, coronel Luciano Silva, o que é considerado um desrespeito ao regulamento disciplinar da corporação. Militares anunciam fim de negociação | MARCOS RODRIGUES - Repórter As lideranças das associações militares decidiram radicalizar. Ontem, anunciaram o fim das negociações com o governo e, agora querem, além do aumento, a queda de toda a cúpula da Secretaria de Defesa Social (Seds). A mudança de postura veio depois de um dia de espera por uma decisão judicial, favorável a libertação do capitão Marcelo Ronaldson, recolhido no Quartel Geral da Polícia Militar. Durante todo o dia, o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas, major Wellington Fragoso, tentou juridicamente reverter a situação do capitão. Conforme alegou, a prisão do companheiro de diretoria é uma arbitrariedade, já que exerce mandado representativo, além de não ter havido flagrante. ?Foi retaliação mesmo e, lamentavelmente, não conseguimos revertê-la?, disse Fragoso. Grevistas decidirão se aceitam proposta na próxima semana | MAIKEL MARQUES - Repórter O sindicalista Izac Jackson, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), diz que as lideranças grevistas que pressionam o governo do Estado por reajuste salarial só vão decidir na próxima semana, durante realização de assembleias, se aceitam ou não a proposta de acréscimo de 7% com retroativo ao mês de maio. Além da questão financeira, os sindicalistas também querem a garantia da Secretaria de Gestão Pública (Segesp) de que nenhum dos manifestantes sofrerá desconto pelos dias de paralisação e não prestação de serviços essenciais aos alagoanos responsáveis pelo pagamento de seus salários. ?A insatisfação das categorias envolvidas no movimento é muito grande porque os salários aqui no Estado estão muito defasados em relação à média nacional?, repete Izac Jackson, segundo o qual há a expectativa de que o governo seja compreensivo e cumpra outros cinco itens propostos pela CUT.