Cidades
Casal nega envolvimento em assassinato
Um dia após o sepultamento da estudante de Fisioterapia Giovanna Tenório Andrade, o casal Antônio Bandeira e Mirela Granconato decidiu falar sobre o suposto envolvimento de ambos no que classificaram como um crime bárbaro. Acompanhados do advogado Raimundo Palmeira, os dois concederam entrevista coletiva para esclarecer como conviveram com a traição, as suspeitas reveladas na imprensa e a pressão que têm enfrentado desde o dia em que foi confirmada a morte da universitária. Antes de conversar com os jornalistas, o casal solicitou que as perguntas principais fossem encaminhadas por escrito. A fim de atender à exigência e garantir o contato, os jornalistas redigiram oito tópicos para esclarecer as dúvidas sobre o relacionamento que mantinham com a vítima. Tony negou que tivesse ligado para Giovanna um dia antes de seu desaparecimento, como vinha sendo especulado. Mirela também sustentou a mesma versão. ?Apenas recebi um telefonema da irmã dela, perguntando se havia marcado algum encontro com ela. Neste momento, informei que estava no mercadinho, em Rio Largo?, contou Tony. Segundo o empresário, o último contato que teve com Giovanna teria ocorrido no dia 26 de maio, data de aniversário dele. Neste momento Mirela interveio e explicou que havia notado ele conversando ao celular e desconfiou de quem seria. ?Então pedi para que desligasse o celular?, antecipou a esposa. Suspeitos devem se apresentar à polícia hoje, diz advogado O casal Antônio Bandeira (o Tony) e Mirela Granconato deve se apresentar hoje à Polícia Civil para prestar depoimento no inquérito que investiga o sequestro, assassinato e ocultação do cadáver da estudante de Fisioterapia Giovanna Tenório Andrade, 28 anos. Segundo o advogado Raimundo Palmeira, eles decidiram se apresentar espontaneamente para colaborar com as investigações, mesmo sem ter recebido qualquer intimação da Seção de Antissequestro da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), que apura o caso. Mirela confirma que brigou com Giovanna, dentro da boate Le Hotel, no último mês de setembro. ?A minha cliente disse que houve uma troca de tapas entre as duas, mas garantiu que a única ameaça que fez à vítima foi dizer o seguinte: ?se você ficar com meu marido, eu vou contar à sua mãe e ao seu pai que você está se encontrando com um homem casado??, explica Palmeira. Mãe de Tony diz estar apavorada A empresária Edlene Bandeira, mãe de Tony, disse estar apavorada com este crime e toda sua repercussão. Além do problema envolvendo o filho, ela convive com o luto e a impunidade após o assassinato do marido, Josimar Bandeira, que completou sete meses ontem. ?A polícia não concluiu nada, meu esposo ficou tratado que nem um cachorro, ninguém investigou o crime. Até surgiu uma conversa de suspeita contra o meu filho, disseram muita mentira?, critica Edlene, que não quis falar mais detalhes e também interrompeu a entrevista. Tony herdou dois supermercados, uma empresa de gás, um posto de combustíveis e outros investimentos do pai.