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Multid�o de fi�is acompanha prociss�o

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Com muitos cânticos de louvor e demonstrações explícitas de fé, milhares de fiéis acompanharam a procissão de Corpus Christi, pelas ruas de Maceió. Além da veneração à hóstia consagrada, que representa o corpo de Cristo, os católicos puderam contemplar um gigantesco tapete, montado em pleno asfalto, por onde o Sacrário passou. A data, que simboliza também a presença do sangue de Cristo, representada pelo vermelho do vinho, acontece após a festa da Santíssima Trindade. Por isso tem um significado especial para os católicos que todos os domingos acompanham as celebrações em suas paróquias. Ontem, em meio à multidão, o pároco da Catedral de Maceió, padre Celso Alípio, conclamava os fiéis a louvar a passagem do Sacrário. ?É a presença de Deus conosco, além de ser a demonstração de que Ele sempre quis fazer uma aliança conosco?, enfatiza o padre. Por causa da importância, o Sacrário com a hóstia consagrada foi guardado durante todo o tempo por dom Antônio Muniz, que de joelhos, em cima de um carro, observou toda a movimentação. Missa na catedral inicia celebrações | BLEINE OLIVEIRA - Repórter Começou cedo em Maceió, com uma missa pela manhã, na Catedral Metropolitana, a festa de Corpus Christi, motivo do feriado desta quinta-feira, 23. O ritual católico tem origem no ano de 1243, na Bélgica, mas no Brasil passou a integrar o calendário religioso em 1961. Centenas de fiéis acompanharam a primeira celebração, na catedral. A missa do corpo e sangue de Cristo foi iniciada às 9 horas, celebrada pelo arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz, que destacou em sua homilia a necessidade que a humanidade tem de louvar a face iluminada de Jesus como meio para enfrentar os problemas atuais. O arcebispo citou a violência, as drogas e os assassinatos como exemplos do mal que tem atingido o mundo, ressaltando que a capital de Alagoas é também vítima dessas mazelas. ?Somos uma cidade malcuidada e violenta. Se não cuidarmos de mudar isso, reacendendo a face de Jesus e de sua igreja em nossas ações, o que será de nós e de nossos filhos??, indagou dom Muniz, falando, do altar, aos católicos presentes. Ruas ficam sem os tapetes tradicionais em Arapiraca | PATRÍCIA BASTOS -Repórter Arapiraca ? Enquanto na maioria dos municípios do interior católicos passaram a noite de quarta para quinta-feira trabalhando na confecção do tapete de Corpus Christi, em Arapiraca a tradição foi quebrada. Fiéis de todas as paróquias da cidade se reuniram, ontem, para a celebração da missa na Concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, às 17 horas, e em seguida seguiram em procissão até a igreja do comércio. Diferente de outros anos, as ruas que fazem parte do trajeto da procissão que carrega o Santíssimo Sacramento não foram enfeitadas com os tradicionais tapetes confeccionados com serragem, areia colorida e outros materiais. ?Não houve condições de fazer os tapetes porque seria necessário que as ruas fossem fechadas desde a noite de ontem. Mas com o comércio aberto, não teve como fechar?, afirmou o padre Murilo dos Santos, pároco da Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho. O religioso censurou o funcionamento do comércio em Arapiraca, que manteve as portas abertas até as 15 horas, e disse também que pretende intervir para que, no próximo ano,

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