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Enem ainda gera incerteza entre alunos

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A angústia de quem espera concluir o Ensino Médio, garantindo logo vaga na universidade, tem aumentado. Pelo menos para quem deseja estudar na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que a partir do próximo ano usará a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de acesso. É com essa nota ? válida em uma pontuação nacional ? que o estudante buscará o ingresso em outra seleção: por vaga em instituições de ensino superior dentre as espalhadas pelo País. Neste caso, o critério é uma nova inscrição, desta vez no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Neste novo processo, o candidato, que tem acesso ao quadro nacional de todas as universidades que aderiram ao Enem, buscará garantir sua vaga. O critério, além de favorecer quem tem melhor pontuação, garante que o ?fera? escolha até dois cursos numa mesma instituição, ou dois em universidades diferentes. Conhecimentos gerais são fundamentais Dentro da nova exigência surgida com o Enem ? que agrega o ensino ao conhecimento da realidade ? a mídia ocupa um lugar privilegiado, já que diariamente traz a história cotidiana do Brasil e do mundo. Para entrar nesse novo ritmo, os professores têm preparado simulados de avaliação já com essa nova realidade. É por conta dessa mudança de paradigma da prova e do próprio processo de seleção, que o coordenador geral da Comissão Permanente do Vestibular, José Carlos Almeida, aponta que o Enem vai representar uma maior inclusão de pessoas, o que poderá se refletir na universidade. De posse dos números de todos os três Processos Seletivos Seriados (PSS), além dos dados do Enem, ele é claro ao explicar a realidade que cerca o processo. ?Antes, o PSS era feito em nove cidades; agora será feito em 23. O valor também mudou. O PSS custava R$ 90, enquanto o Enem será cobrado R$ 35. Só isso representa um dado positivo, em minha avaliação, no que diz respeito a inserção social. Teremos muito mais pessoas do Estado tendo acesso à prova?, acredita Almeida.

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