Cidades
Toror� do Roj�o � sepultado em Macei�
?Ô, cabra bom!?. O bordão criado pelo músico e compositor Manoel Apolinário da Silva, ou melhor, por Tororó do Rojão, acabou se tornando a frase mais usada pelos familiares, amigos, artistas e admiradores para homenageá-lo, ontem, durante a despedida, no Cemitério de São José, no Trapiche. Um artista versátil e irreverente. Um homem de coração grande e muitas vezes desbocado. Segundo as pessoas que conviveram com Tororó do Rojão, era impossível conhecê-lo e não ter uma história para contar. ?Uma vez a gente viajou ao Rio de Janeiro para se apresentar na Feira de São Cristóvão. No avião, quando a comissária de voo entregou o lanche, ele começou a gritar, dizendo que queria comida de gente, como macaxeira ou cuscuz. Todos no avião riram muito. Durante a viagem, ele começou a cantar e conquistou a simpatia dos outros passageiros e da tripulação?, lembra o empresário Marcos Sal, com ele desde 2002. Colegas reconhecem seu trabalho Um santo de casa que lutou para fazer milagre e fez a ?passagem? reconhecido pela classe artística e pelo público. O cantor e compositor Eliezer Setton é um dos que alinham Tororó do Rojão a outros artistas nordestinos do porte do paraibano Jackson do Pandeiro e do conterrâneo Jacinto Silva. ?Jacinto Silva conseguiu ser reconhecido no Estado de Pernambuco, mas Tororó do Rojão preferiu ficar aqui?, ressalta. Diz a lenda que o alagoano chegou a ser motorista e a tocar triângulo com Luiz Gonzaga, e que seria dele a voz de fundo da canção Ovo de Codorna. Mas há cerca de sete anos, vinha sendo esquecido pelo poder público e não subia em um palco na capital alagoana, nem nas festas juninas. Seu último show foi numa confraternização para jornalistas, há dois anos.