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Fora dos roteiros tur�sticos, artes�os v�o � fal�ncia

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Oito meses depois da mudança do bairro de Jaraguá à abandonada Praça Sinimbu, no Centro, os 103 artesãos vinculados à Associação Guerreiros de Maceió já não desfrutam do elevado poder aquisitivo dos milhares de turistas que visitam Maceió. Excluídos da rota das agências de turismo, amargam prejuízos, muitas dívidas e frustrações. ?Isso aqui mais parece um mercado fantasma. Não vendi uma latinha de refrigerante hoje. Infelizmente, os tempos de fartura ficaram lá em Jaraguá. Desaparaceram com a decisão do governo federal de nos tirar daquela área?, queixa-se Janaína Valquíria, tapioqueira que não tem a quem vender as deliciosas iguarias. A reportagem da Gazeta visitou, na tarde da última quarta-feira, o local onde estão instalados os feirantes, alguns dos quais em processo de falência. Em quase uma hora de entrevistas, não se deparou com nenhum turista, brasileiro ou estrangeiro, investindo reais nos produtos ali comercializados. Mercado Público também tem problemas Maior centro de comercialização do artesanato produzido em Alagoas, o Mercado Público do bairro da Levada tem preços convidativos, mas se beneficia muito pouco da presença dos turistas que lotam os hotéis da orla marítima da capital. Motivo: sujeira no seu entorno e atraso na conclusão de obras de revitalização. ?A ausência de policiamento e a bagunça ao redor do mercado dificultam a atração das excursões com turistas?, reconhece a comerciante Cristiane Gracindo. ?A feira é a principal atração do Centro da cidade, mas o turista só aparece quando se sente seguro. Não corre risco?, reforça a empreendedora. A infraestrutura considerada deficiente, no entanto, não é empecilho à visitação do estabelecimento, onde funcionam mais de 200 pontos de venda de produtos diversos: roupas, sapatos, móveis, panela, calçados e peças artesanais vindas do interior do Estado ou então de outros Estados, como Pernambuco e Ceará. Comerciantes do Pontal reclamam de sinalização No bairro Pontal da Barra, por exemplo, os comerciantes cobram do poder público investimento na construção de um portal que melhor identifique a comunidade aos turistas que se deslocam dos hotéis da orla marítima e para as praias do Litoral Sul. ?Muita gente passa aí na porta da comunidade e não sabe que está diante do Pontal da Barra. Depende sempre do guia para chegar aqui?, queixa-se Carmen Valéria Viana de Sá. Natural do bairro, ela acredita que a construção de um pórtico contribuiria para elevar a presença de turistas. Gertrudes Brito, 19 anos de trabalho como guia de turismo em Alagoas, direcionava um grupo de visitantes paulistas, quinta-feira da semana passada, quando falou à Gazeta. Concordou com a necessidade de melhorias estruturais no acesso à comunidade. ?Realmente, a entrada do bairro precisa de um incremento?, concordou.

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