Cidades
Armadilhas s�o utilizadas no combate � dengue
Japaratinga ? Uma ferramenta simples, barata, eficiente e ecologicamente correta está sendo utilizada pela Secretaria Municipal de Saúde para combater o mosquito transmissor da dengue em Japaratinga, Litoral Norte de Alagoas. Armadilhas produzidas a partir de garrafas pet retêm os ovos do Aedes aegypti, que são eliminados posteriormente, interrompendo o ciclo do vetor. Em duas semanas, já foram instaladas 150 arapucas deste tipo no município e a meta é atingir 800 até o fim do ano. O coordenador municipal de Epidemiologia, Paulo César dos Santos, explica que já existem modelos convencionais dessas armadilhas no mercado, mas que custam até R$ 1,50 a unidade. Para produzir a arapuca ?artesanal? são gastos apenas oito centavos por exemplar. ?A ideia foi reduzir os custos com a utilização dessas garrafas pet, tirando-as de circulação e aproveitando-as como armadilhas eficazes?, completou o técnico em entomologia da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e cedido ao município, Paulo Pedro Santos, autor do projeto. As garrafas pet são recolhidas dos entulhos e cortadas ao meio. Os recipientes recebem um banho de tinta preta. A cor atrai os mosquitos, com um ?azougue sexual?, uma espécie de feromônio (10%) diluído em 300 ml de água límpida, que acaba convencendo as fêmeas do mosquito a depositarem seus ovos numa paleta de eucatex fixada por um prosaico clipping. O atrativo é obtido pela fermentação de feno em substância aquosa por sete dias. Doze municípios alagoanos estão em epidemia Japaratinga ? Com 81 anos de idade, dona Flora Trindade Santos nunca contraiu dengue, mas sabe dos danos provocados à saúde. Ela aprovou a iniciativa. ?É muito importante. Nunca tive, mas sei de muita gente que teve e ficou mal?, contou a aposentada, que na última quarta-feira recebeu a visita dos agentes de endemias. De acordo com a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica, Alagoas conseguiu reduzir em 81% o número de casos de dengue no Estado, em comparação com os seis primeiros meses de 2010, quando foram feitas 31.154 notificações. No mesmo período de 2011 foram registrados 7.062 casos, conforme o último boletim. No entanto, a Vigilância Epidemiológica pede para que os gestores continuem alerta, já que o número de municípios em epidemia passou de 10 para 12. Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, Paripueira e Penedo também se encontram em epidemia. Até a semana passada, Colônia de Leopoldina, Belém, Porto Calvo, Estrela de Alagoas, Maragogi, Marechal Deodoro, Arapiraca, Palmeira, Rio Largo e Teotônio Vilela apresentaram taxa de incidência superior a 300 casos notificados para cada 100 mil habitantes.