Cidades
Autoridades debatem seguran�a p�blica
A participação das forças federais e Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, inclusive nos processos eleitorais, foi a tônica dos debates durante o Seminário Nacional Poder Judiciário e Segurança Pública, realizado durante o dia de ontem, na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, no Centro de Maceió. E o momento não poderiam ter sido mais propício. Alagoas tem ocupado com frequência o topo da lista nos indicadores de crescimento da violência e da criminalidade. O seminário foi elaborado com o objetivo de estimular a reflexão sobre o papel das instituições judiciárias em relação à segurança pública, e tratou de temas como a garantia da lei e da ordem no processo eleitoral; a participação das Forças Armadas nesse processo; as experiências de garantia da lei e da ordem por forças federais, com os casos dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro; a estratégia nacional de justiça e segurança pública e a investigação de homicídios; a segurança institucional do Poder Judiciário; e uma discussão sobre o tema: o Judiciário, as organizações criminosas e a cooperação internacional?. Nonô se diz otimista com ações Para o Estado de Alagoas, segundo o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM), que representou o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) na abertura do seminário, há boas expectativas em relação ao fato de o seminário ter se realizado aqui. ?Um mês atrás, recebemos o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) e esse intercâmbio está dando certo, com algumas ações em andamento. Este seminário nos traz a experiência do Rio de Janeiro, na voz de quem mais está capacitado para falar sobre isso ? o secretário José Mariano Beltrame. Estamos com a experiência de polícia pacificadora, e a expectativa, diante de tudo isso, é muito positiva?, disse ele Número de inquéritos é citado | FELIPE FARIAS - Repórter A juíza federal Taís Ferraz abriu os trabalhos do seminário, no período da tarde, proferindo palestra sobre o papel da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) na investigação dos homicídios. ?A Enasp tem o papel de pensar a segurança pública de forma diferente, integrada?, explica Taís, que é integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ela apresentou dados da Enasp apontando que há no Brasil 152 mil inquéritos anteriores a 2007, por crimes de homicídio e tentativa. Em Alagoas, são 3.944 inquéritos. A Enasp estabeleceu meta para que esses casos sejam concluídos em caráter imediato. Em seguida, houve o painel Segurança Institucional do Poder Judiciário, que debateu as condições para que os próprios magistrados desempenhem suas funções.