Cidades
Assentados recebem feij�o estragado
Maragogi ? Agricultores do Assentamento Oziel Alves (Aquidabam), em Maragogi, denunciaram ontem terem recebido do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 28 sacas de feijão estragado. De acordo com o presidente da Associação dos Pequenos Agricultores (Apeagri), José Lourenço da Silva, o produto seria para o consumo dos próprios camponeses, mas já chegou ao núcleo rural deteriorado. A denúncia sobre o feijão apodrecido apimenta ainda mais o ?caldeirão borbulhante? em que se transformou o assentamento depois do racha entre o MST e a Apeagri, que exige a saída do movimento social daquele núcleo da reforma agrária. Segundo Lourenço, as sacas foram deixadas no assentamento por técnicos da empresa que presta assistência técnica em Oziel Alves, contratada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por indicação do MST. O presidente revelou ainda que a mercadoria chegou, em meados de junho, transportada sobre uma caminhonete oficial do Incra e foi deixada no alpendre da casa dele para ser distribuída com os assentados. Os grãos estão acondicionados em sacos usados para embalar farinha de trigo, iguais aos encontrados enterrados à margem do Rio Salgado, no Sítio Maruim, no distrito de São Bento, no início do mês, conforme denunciou a Gazeta.