Cidades
Restaurante Popular agrada maceioense
Enquanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga pesquisa mostrando que o brasileiro come mal, trabalhadores e moradores do Centro de Maceió e seu entorno dispõem de um cardápio balanceado, feito com o objetivo não só de alimentar seus consumidores mas também garantir-lhes a saúde. Oferecendo 2 mil refeições diárias, o Restaurante Popular de Maceió é hoje a grande opção para assalariados e pessoas de baixa renda que buscam alimentar-se adequadamente. Inaugurado em 2008, o restaurante é administrado pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae/AL), que vê sua freqüência aumentar numa velocidade acima do previsto. A razão está não somente no preço ? R$ 2 ? mas principalmente na qualidade da refeição. ?Oferecemos todos os grupos de alimentos, na proporção adequada?, diz a nutricionista Ana Paula Bulhões Vieira, responsável pelo que é servido no restaurante. Frequentadores são orientados sobre hábitos alimentares O Restaurante Popular faz parte das ações do Programa Fome Zero do governo federal, uma política de inclusão social criada em 2003. Nele o custo da refeição é subsidiado pela União, que repassa R$ 3 por cada usuário. ?Nosso contrato é para servirmos duas mil refeições, mas diante do interesse da população, já solicitamos o aumento dessa oferta?, revela o gerente administrativo do Restaurante Popular de Maceió, Adalberto Rocha Loureiro. Segundo ele, há demanda para pelo menos mais mil refeições. Localizado no Centro da cidade, o restaurante oferece boa comida, preço baixo e higiene. Sua maior clientela é formada por comerciários, camelôs e diversos outros trabalhadores, com faixa de renda até dois salários mínimos. Mensalmente, a administração faz pesquisa para acompanhar o perfil de seus usuários. A mais recente, realizada em junho último, ouviu 238 clientes. No quesito renda familiar, a pesquisa mostrou que 65% estão na faixa de um a dois salários. Com menos de um salário situam-se 14% dos frequentadores, enquanto 15% são da faixa de dois a três salários e 6% afirmaram ter renda acima de três salários mínimos. Unidade obteve 2º lugar em avaliação O comerciário Fernando Oliveira Leite, de 38 anos, almoça no Restaurante Popular de Maceió desde a inauguração, em 2008. ?Foi a melhor coisa que fizeram?, disse ele, ao ser indagado sobre a importância do restaurante. Funcionário da empresa Mendonça Plástico, no Centro, Fernando deixou de lado os lanches para fazer uma refeição equilibrada. Em sua avaliação o comerciário destaca principalmente a qualidade da comida ?que tem orientação de nutricionista?. De zero a 10, a comerciária Ana Paula de Mendonça Costa, 30 anos, funcionária da Newótica, não titubeia: ?Nota 9!?, declara. Residente no bairro de Chã da Jaqueira, ela almoça três vezes por semana e se diz muito satisfeita com a qualidade da refeição e a higiene do local. Para quem pretende experimentar, o Restaurante Popular de Maceió abre às 9h, para a venda antecipada de tíquetes. ?Mas quem chega até as 12h30 ainda consegue?, ressalta o gerente, Adalberto Loureiro. Refeições fazem sucesso no Agreste Arapiraca ? Uma refeição balanceada, que leva em consideração as deficiências nutricionais da maioria da população, por apenas R$ 2. Esses são os motivos para a formação de uma grande fila, todos os dias, na frente do Restaurante Popular de Arapiraca, mais conhecido como Espaço Jerimum. De acordo com o administrador do estabelecimento, Rosivaldo Francisco dos Santos, apesar de o foco do restaurante ser os desempregados e trabalhadores de baixa renda, não há um perfil definido em relação às pessoas que são atendidas. ?O nosso objetivo é alimentar os moradores de rua, as pessoas que estão procurando por um emprego, ou seja, todos aqueles que estão numa situação de risco alimentar. Mas o nosso público é bem diversificado, atendemos muitos trabalhadores do comércio e profissionais liberais. Isso serve para provar a qualidade das refeições que servimos?, afirmou Rosivaldo Francisco.