loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Comerciantes lamentam fim de barracas

Ouvir
Compartilhar

O sapateiro Anastácio da Silva virou ?resto de feira?. Sentado à sombra da amendoeira onde trabalhou durante toda a vida, Anastácio olhava para o vazio em que se transformou a Feira do Passarinho e se sentia largado. Demolido no último domingo, o mais tradicional ponto de comércio informal de Maceió deixou um rastro de saudades e problemas para os ambulantes e donos de lojas que ficaram de fora do novo espaço construído no galpão da antiga Ceasa. Assim como o sapateiro, mais de 50 comerciantes viram a feira sumir e não teriam recebido novos pontos. ?O meu pai, o mestre ?Zé da Sapataria?, chegou nesse ponto em 1950, o pé de amêndoa ainda era miudinho. Comecei a trabalhar com ele quando era criança, estava aqui há 30 anos e não me deram barraca nenhuma lá na Ceasa?, lamenta Anastácio. Novo espaço funciona a todo vapor Uma nova feira começou ontem em Maceió. A mudança forçada é um trauma, mas camelôs, feirantes e lojistas já elogiam a infraestrutura e comemoram o aumento nas vendas no galpão da velha Ceasa. Alas batizadas com sugestivos nomes, como Sanhaço, Sibite, Jandaia e Galo de Campina já transpiram a agitação dos negócios da feira. ?Aqui vem outro tipo de pessoa, o cara vem passear com a patroa, entra turista, tem o pessoal que vem do mercado e mulher desacompanhada entra sem medo. Vai ser a melhor feira do Brasil?, comemora o relojoeiro Sebastião Cirilo. Após 26 anos vendendo ferramentas velhas em cima do trilho, Antônio Gomes não esperou nem a segunda-feira para começar no novo ponto. ?Vim no domingo mesmo e já dei uma descolada boa?, comemora.

Relacionadas