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Estado deixa faltar merenda escolar

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Os mais de 500 alunos da Escola Estadual Professora Erotildes Saldanha da Gama, no bairro do Feitosa, estão voltando mais cedo para casa. Não se trata de greve ou qualquer problema físico na escola, simplesmente as crianças são liberadas porque não há merenda. O horário normal é de 7h às 11h, no primeiro turno, e de 13h às 17h, no vespertino. Sem a preciosa alimentação, a direção da Escola Erotildes Saldana decidiu liberar seus alunos às 10h e às 16h. ?Muitos alunos vêm para comer. Se não tem merenda, eles se desinteressam?, diz José Ricardo dos Santos, pai de aluno e membro do Conselho Escolar daquela unidade da rede estadual de ensino. Ontem, quando a reportagem da Gazeta foi até a escola, a despensa apresentava-se praticamente vazia. Na prateleira de alvenaria podia-se ver apenas 1 pacote de macarrão, 1kg de feijão, 18 pacotes de risoto de soja, 2 litros de vinagre, 7 pacotes de biscoito cream cracker e 16 pacotes de chocolate em pó. Professores paralisam atividades | MAIKEL MARQUES - Repórter O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) aderiu ao movimento nacional pela implantação do Plano Nacional de Cargos e Carreiras, conduzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e seus associados paralisaram, ontem, atividades na maioria das 331 escolas da rede estadual de ensino. Agendada e comunicada com antecedência à Secretaria Estadual de Educação, a mobilização da categoria não causou nenhum transtorno aos mais de 240 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino. ?O movimento é pacífico e serve para que a sociedade alagoana tome conhecimento das dificuldades por que passam os professores?, informou Maria Consuelo, vice-presidente do Sinteal. Deflagrado em todo o País, o movimento tem ainda por finalidade pressionar o Congresso Nacional pela aprovação de leis garantindo maior repasse de recursos públicos ao sistema educacional brasileiro.

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