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Dados revelam perigo do tr�nsito � noite

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Sair, beber e dirigir. Essa combinação produz centenas de acidentes, na noite maceioense. A combinação álcool e trânsito acaba com a alegria de muitos jovens que buscam diversão entre um gole e outro. Depois do término da aula ou durante a ?balada?, eles costumam ingerir cerveja, cachaça, vodca ou mesmo uísque. Ao contrário das cenas dos comerciais de bebidas, onde a alegria está sempre presente, na realidade as farras muitas vezes acabam em dor e sangue. Morrer ao volante ou causar a morte de inocentes são partes de uma triste realidade. Quem vê e constata os efeitos do álcool, muitas vezes fatais, são os peritos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Eles apontam que a maior incidência de tragédias nas ruas e estradas ocorre ?depois de um gole atrás do outro?. Motoristas não estão acionando perícia Se os dados já demonstram uma situação de perigo, decorrente do consumo de álcool, podem estar sendo mascarados. Pelo menos é o que acredita Douglas Melo, chefe da Perícia do Detran. Com a experiência acumulada no trabalho externo, ele acabou percebendo uma grande redução no número de registros. A principal suspeita é de que muitas ocorrências, por envolverem condutores possivelmente embriagados, sequer contaram com a presença da perícia no local. O fato se confirmaria com a ida, dias depois, ao Detran, de representantes dos condutores ou dos próprios envolvidos, com apenas um registro posterior, oriundo da Delegacia de Acidentes. ?Muitos sabem que caberá ao perito buscar elementos sobre as causas do acidente. E isso passa, por exemplo, pela utilização do bafômetro, já que os dados fornecidos pelo equipamento podem apontar o grau etílico do condutor no momento do acidente?, explicou Douglas Melo. Acidentes ocorrem perto de lugares badalados O trabalho de apuração do Detran mostra uma outra tendência, a de que os acidentes têm sido registrados em áreas num perímetro de até 10 km dos pontos mais badalados da cidade. Na região do Farol, por exemplo, a proliferação de bares chama a atenção em dias de maior agito. Num deles, localizado na Av. Fernandes Lima, os clientes cometem várias imprudências para se divertir. Muitas vezes vindos de outras baladas, acabam protagonizando cenas de risco. Foi o que a Gazeta de Alagoas presenciou, no fim da noite de quinta-feira, quando por pouco um ônibus não colidiu com um carro de passeio que parou em uma das faixas da pista, para poder estacionar o veículo. A cena tem sido comum. Assim como a presença de mesas em um triângulo formado por gelos-baianos, na Rua Frei Caneca, uma das transversais da via de grande movimento. Enquanto a reportagem registrava os flagrantes de imprudência dos clientes, o proprietário do estabelecimento, Mariglibson Correia, acabou se aproximando. Queria saber detalhes sobre a presença na equipe no local. Bairro do Farol é recordista em quantidade de colisões Entre as áreas onde foi registrado o maior número de acidentes, em 2010, conforme os levantamentos do Detran, o bairro do Farol aparece com destaque. Em vários trechos da Avenida Fernandes Lima, as ocorrências não deixam dúvidas. Foram 76 colisões com os mais diferentes níveis de gravidade. O ponto com maior incidência fica defronte ao Quartel do 59° Batalhão do Exército, com o registro de 30 acidentes. No trecho que passa ao lado da loja O Borrachão, foram 20 colisões, enquanto no cruzamento do Hiper Bompreço foram 18 ocorrências. A Avenida Durval de Góes Monteiro também aparece como a 2ª região com maior risco para os motoristas. Na esquina dos Correios do Tabuleiro, 17 carros colidiram, enquanto no cruzamento do Makro foram registradas 10 ocorrências. Já nas imediações da loja K-Martelos, Auto Viação Piedade (acesso para Santa Lúcia) e Bomba do Gonzaga foram nove batidas em cada.

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